Um grave incidente chocou moradores de João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, na madrugada desta quarta-feira (25). Um homem, supostamente viciado em plataformas de apostas online, como o popular “jogo do tigrinho”, colocou fogo na residência onde morava após sua companheira anunciar o desejo de se divorciar, motivada pelo vício dele.
Incêndio de grandes proporções em bairro residencial
As equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 4h da manhã, com relatos de um incêndio em uma casa localizada no cruzamento das ruas Afrânio Carneiro e Cleber de Deus Vieira, no bairro Itaipu. Ao chegarem ao local, os militares se depararam com as chamas já avançadas, que consumiam grande parte da estrutura do imóvel.
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Apesar do esforço dos bombeiros, o fogo causou danos generalizados no interior da casa. Felizmente, não houve registro de vítimas feridas.
Histórico de problemas com apostas virtuais
Familiares presentes no local informaram que o suspeito e a mulher estavam juntos há 13 anos e que o relacionamento enfrentava sérias dificuldades devido ao vício do homem em jogos de azar virtuais. O “jogo do tigrinho”, conhecido por sua natureza rápida e promessas de ganhos fáceis, tem sido apontado como um dos focos do problema.
Fuga após o ato criminoso
Segundo relatos, uma discussão acalorada teria ocorrido entre o casal pouco antes do incêndio, quando a mulher expressou sua decisão de encerrar o relacionamento. Em um ato de desespero e revolta, o homem teria então iniciado o fogo na residência e fugido do local em seguida, antes da chegada das autoridades.
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Investigação em andamento pela Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que está investigando o caso para apurar as circunstâncias exatas do ocorrido e a autoria do crime. Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada e ninguém foi conduzido à delegacia para prestar depoimento.
O episódio levanta preocupações sobre os perigos do vício em jogos de azar online e suas devastadoras consequências familiares e sociais em diversas cidades mineiras, como já observado em centros urbanos do Triângulo Mineiro e do Sul de Minas, onde casos de endividamento e problemas psicológicos ligados a essas plataformas têm sido reportados.
Fonte: G1
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