O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou neste domingo (5/4) o desejo de que o Brasil estenda o sistema de pagamentos instantâneos Pix para o território colombiano. A proposta foi feita por meio de uma postagem nas redes sociais e surge em um contexto de críticas do governo colombiano às sanções impostas pelos Estados Unidos.
Petro dirigiu um apelo direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solicitando a expansão do Pix para além das fronteiras brasileiras. Simultaneamente, o líder colombiano criticou a lista OFAC (Office of Foreign Assets Control), órgão do Departamento do Tesouro dos EUA responsável por administrar e aplicar sanções econômicas e comerciais, afirmando que a lista “já não serve”.
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O presidente colombiano descreveu o sistema de sanções dos Estados Unidos como “aberrante”. Segundo Petro, essas medidas são guiadas por uma vertente da extrema direita que não reconhece nem respeita a diversidade econômica global. Ele defendeu a necessidade de construir uma governança internacional mais democrática, argumentando que a diversidade humana é uma riqueza que não deve ser eliminada.
Críticas à Política Externa Americana
Em sua declaração, Petro também abordou conflitos internacionais recentes, como as guerras, que, em sua visão, “não servem para nada” e resultam em perdas para a humanidade. Ele mencionou ter discutido o tema diretamente com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, a quem teria pedido o fim da guerra contra o Irã. No entanto, Petro acusou o entorno de Trump de incentivar decisões equivocadas com consequências graves para populações civis.
O presidente colombiano estendeu suas críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “sanguinário”. Petro acusou Netanyahu de promover crimes contra a humanidade em Gaza e no Irã, reiterando sua visão sobre a necessidade de uma justiça internacional mais equitativa.
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Narcotráfico e Extradição
No âmbito do combate ao narcotráfico, Gustavo Petro voltou a criticar a política antidrogas dos Estados Unidos. Ele classificou o mecanismo de extradição como uma “tolice”, pois, segundo ele, permite que traficantes negociem penas em cidades americanas como Miami e Nova York. Petro argumenta que essa prática enfraquece o combate efetivo ao crime organizado.
A proposta de Petro para a expansão do Pix e suas críticas às sanções americanas e à política antidrogas dos EUA sinalizam um posicionamento cada vez mais assertivo da Colômbia em fóruns internacionais e em suas relações bilaterais, buscando alternativas a modelos de governança e cooperação que considera ultrapassados ou prejudiciais.
Fonte: g1.globo.com
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