Nunes cobra celeridade do governo após decisão da Aneel sobre Enel: 'Estamos exaustos'

Nunes cobra celeridade do governo após decisão da Aneel sobre Enel: ‘Estamos exaustos’

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Gentil Nogueira, sinalizou que a atuação da Enel em São Paulo apresenta elementos suficientes para a “caducidade” de sua concessão, indicando que a renovação após 2028 pode ser impedida. Ao rejeitar os argumentos da defesa da distribuidora, Nogueira apontou que falhas nos sistemas da empresa não […]

Resumo

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Gentil Nogueira, sinalizou que a atuação da Enel em São Paulo apresenta elementos suficientes para a “caducidade” de sua concessão, indicando que a renovação após 2028 pode ser impedida.

Ao rejeitar os argumentos da defesa da distribuidora, Nogueira apontou que falhas nos sistemas da empresa não foram “sanadas de forma estrutural e definitiva”. O parecer destaca a persistência das transgressões da Enel, afirmando que “a melhora pontual de indicadores ou de resposta a eventos específicos não afasta a caracterização de inadequação do serviço, especialmente diante da recorrência e da gravidade dos episódios”.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

A avaliação foi unânime entre os diretores da agência reguladora, incluindo o diretor-geral Sandoval de Araujo Feitosa Neto e os membros Agnes Maria de Aragão da Costa, Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva e Willamy Moreira Frota. A decisão abre um processo punitivo que impede a renovação automática do contrato da Enel, previsto para expirar em 2028.

Leia também:  STF nega envio de mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes

Impacto no contrato e venda da operação

A concessão da Enel atende cerca de 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana de São Paulo, sendo a segunda maior do país. A abertura do processo punitivo pela Aneel adiciona complexidade a uma eventual venda da distribuidora paulista.

Historicamente, empresas do setor elétrico em situações similares buscaram a venda como alternativa para evitar a perda do contrato de concessão. No entanto, a Enel tem afirmado publicamente que não pretende vender sua operação em São Paulo.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Pressão política por agilidade

A declaração do diretor da Aneel e a incerteza sobre o futuro da concessão em São Paulo geram pressão sobre o governo federal para que agilize a definição de um novo modelo ou de uma nova distribuidora para a região.

Leia também:  Moraes nega pressão sobre BC em negociação do Banco Master e diz que reuniões foram sobre Lei Magnitsky

Parlamentares têm expressado descontentamento com a demora nas definições, e a frase “estamos exaustos” de um representante, conforme a pauta, reflete a frustração com a situação. A expectativa é que o Executivo tome medidas concretas para garantir a continuidade e a qualidade do serviço de energia elétrica aos consumidores paulistas.

A decisão da Aneel, embora técnica, tem fortes implicações políticas e econômicas, demandando uma resposta rápida e eficaz do governo para evitar instabilidade no setor.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Fonte: {{fonte_original_detectada}}

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!