O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, formalizou neste sábado (28) sua renúncia ao cargo, encerrando sua gestão à frente do Palácio do Buriti. O ato ocorreu durante um evento em Ceilândia, que celebrava os 55 anos da região administrativa, e foi seguido por cerimônias oficiais no Palácio do Buriti, incluindo uma missa e o descerramento de sua fotografia na Galeria dos Governadores.
Em seu discurso, Ibaneis destacou as ações realizadas durante seu mandato, agradeceu à equipe de governo e à população, e desejou sucesso à vice-governadora Celina Leão, que agora assume o comando do Executivo local. A renúncia foi formalizada também por meio de mensagem enviada à Câmara Legislativa do Distrito Federal, conforme previsto na legislação.
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Crise do BRB e Banco Master lança sombra sobre saída de Ibaneis
A decisão de Ibaneis de deixar o governo ocorre em um momento delicado, marcado pela crise envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master. A operação de compra entre as duas instituições, anunciada em 2025, foi rejeitada pelo Banco Central, levando à liquidação do Master meses depois.
Uma auditoria técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou “eventuais irregularidades” e possíveis “danos ao erário distrital”, sugerindo que o governo teria tentado usar o TCU como instância recursal para reverter a decisão do Banco Central. O relatório também menciona “graves irregularidades”, como negociação de ativos sem comprovação e exposição do BRB a riscos elevados.
O governo do DF negou as irregularidades, afirmando ter agido no “estrito e legítimo exercício do direito de petição do Estado”. Ibaneis, por sua vez, afastou responsabilidade direta pela operação, declarando não possuir “capacidade técnica de avaliar” o negócio. A crise se aprofundou com a necessidade de socorro financeiro ao BRB, para o qual o governo pediu R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, oferecendo imóveis e participações em estatais como garantia.
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Visando 2026: Ibaneis mira candidatura ao Senado
A renúncia de Ibaneis Rocha também coincide com um período de intensa movimentação política no Distrito Federal, com vistas às eleições de 2026. Pesquisas recentes indicam que Ibaneis figura como um dos favoritos na disputa por uma vaga no Senado, disputando a preferência dos eleitores com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Um levantamento de outubro de 2025 colocou Ibaneis com cerca de 30% das intenções de voto para o Senado, atrás apenas de Michelle Bolsonaro, que registrou aproximadamente 34%. Paralelamente, a pesquisa apontou a vice-governadora Celina Leão, agora governadora interina, como líder na corrida pelo Executivo local em 2026.
A gestão de Ibaneis, segundo o mesmo levantamento, possuía uma aprovação de 60% entre os eleitores, com 36% de desaprovação, indicando um capital político a ser explorado nas futuras eleições.
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