O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou veementemente o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, comparando seu modo de falar a um “dialeto próximo do português” com o qual, segundo o magistrado, “a gente quase não entende”.
Críticas e pedido de investigação
As declarações de Gilmar Mendes ocorreram em meio à sua solicitação para que Romeu Zema seja incluído no inquérito das fake news, que apura a disseminação de notícias falsas e ataques a instituições democráticas.
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A inclusão foi motivada pela divulgação de um vídeo nas redes sociais pelo ex-governador, que teria utilizado a tecnologia de deep fake para criar uma simulação de conversa entre ministros do STF, atacando a honra e a imagem dos magistrados.
O pedido de investigação foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou sobre o caso.
Ironia e histórico de Zema no STF
Gilmar Mendes ressaltou a ironia na postura de Zema, que critica o STF, mas que, segundo o ministro, recorreu diversas vezes à corte para obter decisões favoráveis.
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Um exemplo citado foi o pedido do governo mineiro para adiar o pagamento de parcelas bilionárias da dívida de Minas Gerais com a União. Sem o socorro institucional do STF, o estado teria enfrentado “grave desorganização fiscal”, conforme o ministro.
O ministro detalhou que, graças a uma liminar do Supremo, o governo Zema ficou 22 meses sem pagar a dívida com a União, o que permitiu a continuidade de serviços públicos essenciais.
Deep fake e ofensa à honra
No pedido de investigação, Gilmar Mendes descreveu o vídeo divulgado por Zema como um “grave acontecimento” com “elevadíssimo número de visualizações”.
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O ministro argumentou que o vídeo, “valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake'”, emula vozes de ministros para travar um diálogo inexistente com o claro intuito de “vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”.
O caso levanta novamente o debate sobre o uso de inteligência artificial e deep fakes na política, e o papel do Judiciário na apuração de crimes contra a honra e a imagem de autoridades públicas.
Fonte: R7
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