O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou aeronaves privadas cedidas por empresários em ao menos duas viagens realizadas em 2025, conforme apuração jornalística. As viagens, que incluíram a família do parlamentar, levantaram questionamentos sobre a origem dos recursos e a natureza das relações.
Viagens para Flórida e Rio de Janeiro
Uma das viagens ocorreu na transição de 30 de abril para 1º de maio, com destino à Flórida, nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro embarcou com a esposa e o advogado Willer Tomaz em um jato executivo de longo alcance. A aeronave pertence a uma empresa associada aos proprietários do laboratório União Química.
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Em abril, outra viagem foi realizada com destino ao Rio de Janeiro. Nesta ocasião, o jatinho utilizado estaria vinculado a uma empresa relacionada ao próprio advogado Willer Tomaz. O senador viajou acompanhado da esposa e das duas filhas.
Posicionamento e Ausência de Detalhes
Procurado pela reportagem, Flávio Bolsonaro classificou os deslocamentos como de caráter “privado, pessoal e familiar”. No entanto, o senador não especificou quem arcou com os custos das viagens, deixando em aberto a origem do financiamento.
Registros de acesso ao terminal executivo do aeroporto de Brasília indicam que o senador, sua esposa e Willer Tomaz utilizaram as instalações simultaneamente antes da decolagem para a Flórida. Documentos também apontam outras três entradas do parlamentar no terminal para voos privados, embora sem detalhes sobre as aeronaves ou destinos.
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Defesa do Advogado e Contexto Político
Em nota, o advogado Willer Tomaz declarou que as viagens ocorreram em um contexto de amizade pessoal. Ele ressaltou que não houve qualquer tipo de favorecimento, relação comercial ou vínculo com a administração pública.
Willer Tomaz é uma figura conhecida nos círculos de Brasília pela sua atuação como advogado e por manter relações com políticos de diversas orientações. Em seu histórico, o advogado chegou a ser alvo de investigação após uma delação do empresário Joesley Batista, mas a denúncia foi posteriormente rejeitada por falta de provas.
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