A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, avaliou nesta quinta-feira (27) que a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) cria uma nova ‘oportunidade’ para o debate sobre a indicação de uma mulher para a vaga.
A declaração surge após uma derrota significativa para o governo no Senado, onde o indicado para o cargo de ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) não obteve aprovação para compor a mais alta corte do país.
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“Abre uma oportunidade para a gente fazer esse debate, essa discussão”, afirmou Gleisi Hoffmann em referência à possibilidade de uma nomeação feminina para o STF.
Composição atual do STF e histórico
Atualmente, o Supremo Tribunal Federal conta com apenas uma ministra entre seus 11 integrantes: a ministra Carmen Lúcia. Até o final de 2023, a Corte contava com a presença de Rosa Weber, que foi sucedida por Flávio Dino, ex-ministro da Justiça.
A baixa representatividade feminina no STF tem sido um ponto de crítica e pauta recorrente em discussões sobre a diversidade nas instituições de poder no Brasil.
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Movimentações políticas e eleições
Parlamentares da oposição ao governo federal têm sinalizado que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria se comprometido a não pautar novas indicações para o STF antes das eleições presidenciais.
A estratégia ventilada entre alguns setores da oposição seria a de reservar a prerrogativa de preencher a vaga para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso ele seja eleito presidente da República.
Pressão da base aliada
Em contrapartida, a base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda reativar a campanha “Congresso Inimigo do Povo” para pressionar o comando do Senado.
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A indicação de uma mulher para a vaga, segundo essa linha de raciocínio, serviria para reforçar a pressão popular e partidária pela análise da nomeação ainda antes do período eleitoral.
Fonte: G1