Belo Horizonte receberá R$ 500 milhões do BNDES para transformar a cidade em um 'parque esponja'

Belo Horizonte receberá R$ 500 milhões do BNDES para transformar a cidade em um ‘parque esponja’

Belo Horizonte dá um passo significativo rumo a um futuro mais verde e resiliente com a assinatura de um contrato de R$ 500 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante, majoritariamente proveniente do Fundo Clima, será destinado ao ambicioso Projeto Transformador Cidade Jardim. Projeto visa ‘desconcretar’ a capital mineira […]

Resumo

Belo Horizonte dá um passo significativo rumo a um futuro mais verde e resiliente com a assinatura de um contrato de R$ 500 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante, majoritariamente proveniente do Fundo Clima, será destinado ao ambicioso Projeto Transformador Cidade Jardim.

Projeto visa ‘desconcretar’ a capital mineira

O objetivo principal é reduzir a impermeabilização do solo urbano, substituindo áreas pavimentadas por jardins de chuva e canteiros permeáveis. A iniciativa, que envolve diversas secretarias municipais, busca mitigar os impactos de chuvas intensas, um problema recorrente na topografia acidentada da capital mineira.

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O programa central, denominado “Desconcreta BH”, é a espinha dorsal dessa transformação. Ele prevê a criação de “parques esponja”, um conceito inovador que visa aumentar a capacidade de absorção de água do solo, prevenindo enxurradas e inundações.

Parques no bairro Calafate serão os primeiros ‘parques esponja’

Um exemplo prático dessa nova abordagem será implementado no bairro Calafate, na Região Oeste de BH. Uma bacia de contenção, projetada para amortecer cheias durante temporais, será transformada em um espaço de lazer para a população nos períodos de estiagem. Esta dualidade exemplifica a busca por soluções que combinem infraestrutura de segurança com qualidade de vida urbana.

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O prefeito Álvaro Damião destacou a importância da parceria com o BNDES para enfrentar os desafios climáticos específicos de Belo Horizonte. “Nós temos os nossos problemas climáticos, Belo Horizonte é um caso à parte em relação a várias outras capitais do Brasil, sofremos muito com isso”, afirmou o prefeito.

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Combate ao racismo ambiental e requalificação de periferias

O projeto também tem um forte componente social, combatendo o chamado “racismo ambiental”. O programa “Periferias Verdes e Resilientes” levará infraestrutura verde para áreas de maior vulnerabilidade, como vilas e favelas. A requalificação de encostas nessas regiões visa diminuir o risco de deslizamentos, garantindo maior segurança e dignidade para os moradores.

João Paulo Pena, secretário municipal de Meio Ambiente, ressaltou que o foco é a proteção das populações mais expostas aos riscos ambientais. “Isso vai mudar a história da capital, a gente vai entregar uma cidade mais verde, mais sustentável e melhor para os belo-horizontinos”, declarou.

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Revitalização da Pampulha e do Parque das Mangabeiras no plano

A recuperação ambiental da Bacia do Arrudas e a despoluição dos afluentes que chegam à Lagoa da Pampulha também integram o plano. O objetivo é viabilizar a navegação no cartão postal da cidade, patrimônio da humanidade pela UNESCO. Além disso, a gestão municipal busca o reconhecimento internacional para o Parque das Mangabeiras, um dos maiores parques urbanos da América Latina.

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Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, elogiou a solidez técnica do projeto belo-horizontino. “Esse projeto de resiliência climática de Belo Horizonte é uma visão de futuro, uma mudança para a concepção de um município mais verde, mais proteção aos mananciais, mais capacidade de escoar a água da chuva”, pontuou.

Principais programas beneficiados pelo investimento

O aporte financeiro do BNDES será distribuído em uma série de programas, incluindo:

  • Desconcreta BH: Ampliação de áreas permeáveis com grama, árvores e plantas ornamentais.
  • Requalificação de Parques e Zoológico: Reforma de espaços como o Parque Municipal, Ursulina de Mello, Planalto e o Zoológico de BH.
  • Mobilidade Limpa: Incentivo ao transporte público, bicicletas e modos ativos de locomoção na região Central.
  • Gestão de Risco de Desastres: Implementação de ferramentas de simulação de riscos ambientais.
  • Usina de Biometano: Transformação de resíduos em gás no aterro de Macaúbas.
  • Corredor Agroecológico da Via 710: Criação de estruturas verdes produtivas em áreas ociosas.
  • Gestão Sustentável de Resíduos Orgânicos: Projetos piloto para redução de resíduos e aumento da coleta seletiva.
  • Renascente BH: Recuperação de brejos, nascentes e cursos d’água com plantio e cercamento.
  • Periferias Verdes e Resilientes: Criação de parques e requalificação de encostas em vilas e favelas.
  • Inventário Arbóreo: Implementação de gestão inteligente de árvores urbanas.
  • Parque Bacia de Detenção no Calafate: Aplicação do conceito de ‘parque esponja’.
  • Sistema Integrado de Gestão Climática: Implementação do Protocolo de Resiliência Climática da PBH.
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Apesar da assinatura do contrato, a Prefeitura de Belo Horizonte ainda não divulgou o cronograma de início das obras.

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Fonte: O Tempo

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