O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) atacou a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) em suas redes sociais nesta segunda-feira (30), classificando-a como “canalha”. A crítica surge em resposta a declarações da senadora sobre uma acusação de estupro de vulnerável protocolada contra Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Acusação contra relator da CPMI
Soraya Thronicke e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal na última sexta-feira (27), alegando que Alfredo Gaspar teria estuprado uma menina de 13 anos e tentado ocultar o caso com o pagamento de R$ 470 mil. A senadora, questionada sobre a necessidade de provas, afirmou em seu perfil no X (antigo Twitter) no domingo (29) que não tem “o dever de provar absolutamente nada”.
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Ela argumentou que investigações de paternidade frequentemente iniciam sem provas concretas e que, na ausência de cooperação do suposto pai para exame de DNA, a Justiça pode aplicar a presunção de paternidade, invertendo o ônus da prova para o acusado.
Nikolas Ferreira rebate e ironiza
Em um story publicado em seu perfil no Instagram, Nikolas Ferreira compartilhou a declaração de Soraya e a criticou duramente. O deputado ironizou o fato de a senadora ser relatora do projeto de lei que visa criminalizar a misoginia. “A relatora do PL da misoginia. Ela quer destruir a honra, reputação e dignidade do homem sem ter que responder por isso – e pior: fazendo com que ele pague por simplesmente retrucar uma falsa acusação. Canalha”, escreveu Ferreira.
Defesa de Alfredo Gaspar
Alfredo Gaspar, por sua vez, negou veementemente as acusações e apresentou sua defesa no plenário. Ele reconheceu a existência de um caso com o nome e sobrenome semelhantes, mas que envolveria um primo homônimo em Alagoas. Para sustentar sua versão, o relator da CPMI exibiu um exame de DNA negativo e um vídeo no qual uma jovem de 21 anos, apontada como a suposta vítima, confirma ser filha de seu primo.
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Gaspar classificou o episódio como um ato de “desespero” por parte do governo para descredibilizar o relatório da CPMI e anunciou que pretende processar Lindbergh Farias no Conselho de Ética da Câmara.
Contexto político da CPMI do INSS
A CPMI do INSS investiga supostas irregularidades e fraudes em benefícios previdenciários e assistenciais. A relatoria de Alfredo Gaspar tem sido um ponto de atenção, com expectativas sobre as conclusões que podem impactar a gestão e a fiscalização de programas sociais. A polêmica envolvendo a acusação de estupro adiciona uma camada de tensão política ao trabalho da comissão, com potencial para afetar a credibilidade de seus membros e o andamento das investigações.
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