O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) está em fase avançada de conversas para se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A mudança partidária visa fortalecer sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, um movimento orquestrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula aposta em Pacheco para Minas
Fontes próximas às negociações indicam que Pacheco é considerado o principal nome apoiado pelo PT para a disputa pelo Executivo mineiro, segundo maior colégio eleitoral do país. A articulação de Lula busca consolidar um palanque robusto em Minas, estado historicamente decisivo em pleitos presidenciais.
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PSB surge como alternativa viável
A filiação ao PSB ganhou força após dificuldades encontradas em outras legendas. O MDB, por exemplo, já possui um pré-candidato próprio ao governo estadual, inviabilizando o projeto de Pacheco. No União Brasil, divisões internas também complicaram as tratativas, tornando o PSB a opção mais promissora pela menor resistência interna e pela perspectiva de uma candidatura sem disputas diretas dentro do partido.
Conversas com o PSB mineiro e jantar de filiação
O senador tem mantido diálogos frequentes com o presidente estadual do PSB em Minas, o prefeito Otacílio Neto. Uma filiação oficial está sendo preparada, com um jantar marcado para a noite desta quarta-feira (25/3), em Brasília. O evento deve reunir aliados de Pacheco e membros das executivas do partido em âmbito estadual e nacional.
Aproximação com o Planalto e admissão da candidatura
A relação entre Pacheco e o presidente Lula se intensificou nas últimas semanas. O senador tem acompanhado Lula em agendas recentes no estado, o que é interpretado como parte da estratégia para viabilizar sua candidatura. Apesar de publicamente evitar confirmações, Pacheco tem admitido a interlocutores a possibilidade de disputar o governo mineiro, desde que a formação de uma chapa competitiva seja assegurada.
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A movimentação política em Minas Gerais para 2026 ganha contornos mais definidos com essa articulação, que pode reconfigurar o cenário eleitoral no estado, impactando desde a Região Metropolitana de Belo Horizonte até o Triângulo Mineiro e o Norte de Minas.
Fonte: Estado de Minas