O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, comunicou sua saída do PSOL para se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT). A movimentação, confirmada por fontes próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intensifica especulações sobre uma possível candidatura de Boulos à Presidência em 2030, como sucessor de Lula.
A decisão foi informada à executiva nacional do PSOL e, segundo relatos, as negociações para a entrada de Boulos no PT vinham ocorrendo desde o final do ano passado. Uma das condições apresentadas pelo ministro para a filiação foi a garantia de recursos partidários para impulsionar a candidatura de sua esposa, Natália Salles, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo.
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A migração de Boulos para os quadros petistas é vista no Palácio do Planalto como um movimento estratégico de Lula para consolidar um projeto de sucessão a médio prazo. O próprio Boulos já havia demonstrado alinhamento com o PT em propostas como a formação de uma federação partidária, que o PSOL, em reunião executiva em março, acabou por rejeitar.
Desgastes e Articulações
O episódio da federação evidenciou desgastes entre Boulos e o PSOL. A proposta visava fortalecer a bancada de esquerda no Congresso, reunindo forças com o PT, que buscava atrair nomes de destaque do PSOL para compor seus quadros, especialmente em colégios eleitorais estratégicos como São Paulo.
Outro nome cobiçado pelo PT é o da deputada federal Erika Hilton, também do PSOL. O partido de Lula tem demonstrado apoio a pautas defendidas por Hilton, como a PEC que visa alterar o modelo de trabalho em turnos, em um aceno que sinaliza a intenção petista de atrair lideranças emergentes.
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Potencial Eleitoral em São Paulo
A movimentação do PT em busca de novos nomes e a consolidação de figuras políticas em São Paulo refletem a necessidade do partido de renovar suas bases e garantir projeção eleitoral. Em 2022, Rui Falcão foi o principal puxador de votos do PT no estado, mas projeções indicam que Erika Hilton poderia alcançar um número significativamente maior de votos.
A entrada de Boulos no PT, somada à potencial atração de outras lideranças como Erika Hilton, visa fortalecer o partido em São Paulo e construir um capital político que possa ser revertido em candidaturas competitivas nos próximos pleitos, com o horizonte de 2030 já no radar.
Fonte: O Globo
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