O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou nesta sexta-feira (20) a intenção do governo federal de recomprar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada na Bahia. A declaração foi feita durante visita à refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais.
“Pode demorar um pouco, mas vamos comprar”, afirmou Lula, em referência ao ativo que foi privatizado em 2021, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Críticas à venda e valorização do ativo
A ideia de reaver a RLAM é defendida ativamente pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), desde o início da atual gestão. Em 2023, Silveira classificou a venda como parte de uma estratégia de “desmonte” do Sistema Petrobras.
“É um ativo histórico e que fez parte da estratégia de desmonte do Sistema Petrobras e nunca deveria ter sido vendido”, declarou o ministro na ocasião.
Avaliação da CGU levanta suspeitas
Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) divulgado em 2024 indicou que a refinaria pode ter sido vendida por um valor inferior ao de mercado.
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A RLAM foi adquirida pelo fundo Mubadala, braço de investimentos de Abu Dhabi, por US$ 1,65 bilhão.
A CGU questionou o momento da transação, considerando o contexto de crise global gerada pela pandemia de COVID-19, que na época provocou uma queda acentuada nas cotações internacionais do petróleo.
Embora o relatório não aponte explicitamente um prejuízo financeiro para a Petrobras com a venda, a análise levanta dúvidas sobre a oportunidade e o valor da negociação.
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A decisão de recomprar a refinaria se alinha com a política do atual governo de fortalecer a capacidade de refino da Petrobras e garantir a soberania energética do país.
Fonte: g1.globo.com