Ex-dono do Banco Master troca de advogado e indica aproximação de acordo de delação premiada

Ex-dono do Banco Master troca de advogado e indica aproximação de acordo de delação premiada

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, mudou de estratégia jurídica e contratou o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca. A escolha é vista como um indicativo forte de que Vorcaro está mais próximo de firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A decisão de buscar um acordo […]

Resumo

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, mudou de estratégia jurídica e contratou o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca. A escolha é vista como um indicativo forte de que Vorcaro está mais próximo de firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

A decisão de buscar um acordo de colaboração surge em um momento crucial das investigações sobre o colapso do Banco Master. A Polícia Federal apura supostas irregularidades que teriam levado à liquidação da instituição pelo Banco Central.

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A possibilidade de Vorcaro colaborar com as autoridades já era antecipada pela imprensa e gerou divisões significativas dentro de sua equipe de defesa anterior. Três advogados atuavam na defesa do ex-banqueiro: Edson Gushiken, Roberto Podval e Pierpaolo Bottini.

Dois desses advogados, Podval e Bottini, eram contrários à delação. O principal motivo para a resistência era o potencial impacto das revelações de Vorcaro. Existia o receio de que o ex-banqueiro pudesse citar nomes de grandes empresários e figuras políticas influentes, muitos dos quais eram clientes dos próprios advogados.

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Esse conflito de interesses levou à saída de Pierpaolo Bottini da defesa. Ele alegou motivos pessoais, mas já havia externado a interlocutores sua relutância em participar de negociações de delação premiada. Bottini subestabeleceu a procuração para Oliveira Lima, oficializando a transição.

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Pressão sobre Vorcaro se intensifica

Daniel Vorcaro foi preso novamente há cerca de duas semanas, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Segunda Turma da Corte ratificou a prisão nesta sexta-feira, mantendo a decisão.

Na ocasião da nova prisão, Mendonça apontou que o empresário teria descumprido medidas cautelares impostas após sua detenção inicial em novembro, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

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Vorcaro havia sido liberado com restrições, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair da cidade de São Paulo. No entanto, a PF encontrou mensagens que indicariam que o ex-banqueiro continuava a tentar influenciar o debate público sobre o caso.

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As investigações apontam para conversas de Vorcaro sobre a contratação de influenciadores digitais com o objetivo de criticar o Banco Central e outras instituições financeiras.

Rede de relações sob escrutínio

O caso do Banco Master se tornou uma das investigações financeiras mais delicadas em andamento no país. Relatórios da Polícia Federal levantam suspeitas de que a instituição teria manipulado seus ativos e emitido títulos de crédito sem lastro para sustentar suas operações.

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As apurações também desvendaram uma complexa rede de relações envolvendo o banco, com autoridades públicas, agentes do mercado financeiro e operadores políticos.

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Um dos episódios que aumentaram a repercussão do caso foi a revelação de um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamentos mensais vultosos por serviços de consultoria institucional junto a órgãos como o Banco Central, a Receita Federal e o Congresso Nacional.

Investigadores também apuram o envolvimento de ex-dirigentes do Banco Central. Há suspeitas de que eles teriam fornecido orientações regulatórias ao banco enquanto ainda ocupavam cargos na autarquia.

Fonte: Oeste

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