O Carnaval do Rio de Janeiro deste ano foi palco de uma forte mensagem política durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A agremiação, em sua estreia no Grupo Especial, apresentou um samba-enredo intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
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A crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se materializou no quarto carro alegórico, onde um palhaço vestido de presidiário, com tornozeleira eletrônica, simbolizou a prisão.
A comissão de frente também trouxe uma representação de Bolsonaro como um palhaço de terno azul, sugerindo sua detenção pelas mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A alegoria retratou o ex-presidente sendo algemado pelo ministro, em uma clara alusão a possíveis desdobramentos jurídicos.
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O presidente Lula acompanhou a apresentação da arquibancada, ao lado de aliados políticos, como o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).
O Planalto havia orientado ministros a não participarem de desfiles na Marquês de Sapucaí, buscando desvincular a imagem do governo da festa popular.
A Acadêmicos de Niterói, fundada em 2018, ascendeu rapidamente ao Grupo Especial após vencer a Série Ouro em 2025.
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A escola compete com agremiações tradicionais, como Mangueira, Portela e Salgueiro.
O mulungu, árvore símbolo do enredo, é nativo do Brasil e encontrado em biomas como a Caatinga e a Mata Atlântica.
Seu nome tem origem tupi e pode ter raízes africanas ligadas à palavra para “pandeiro”.
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A menção a Bolsonaro em um contexto de prisão gerou reações diversas nas redes sociais e entre comentaristas políticos.
A representação artística no carnaval frequentemente reflete o clima social e político do país, e a Acadêmicos de Niterói utilizou a avenida para expressar seu posicionamento.
Fonte: Poder360