A angústia toma conta da família de Rayssa Kelly Armond, de 24 anos, em Belo Horizonte. Sua recém-nascida, Isis, diagnosticada com aneurisma congênito ainda na gestação, luta pela vida em meio a uma batalha judicial e hospitalar pela realização de uma cirurgia de urgência.
O quadro de Isis foi identificado durante exames de pré-natal, levantando a necessidade de um parto especializado. Inicialmente, o nascimento estava previsto para o Hospital Risoleta Neves, na Região Norte de BH. Contudo, a unidade constatou a gravidade da condição e informou que não poderia realizar o procedimento.
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Mãe e filha foram então encaminhadas ao Hospital das Clínicas, onde Isis nasceu em 15 de janeiro. Os médicos reforçaram a urgência da cirurgia para evitar o rompimento de um vaso sanguíneo, mas, para a aflição da família, a unidade também declarou não possuir a estrutura necessária para o procedimento.
Busca infrutífera por atendimento
A família direcionou seus esforços para a Santa Casa de Belo Horizonte, um dos hospitais de referência na capital. No entanto, as tentativas foram frustradas. Em um primeiro contato, a resposta foi a falta de material cirúrgico. Em uma segunda tentativa, a justificativa foi a indisponibilidade de leitos.
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Mariana Armond Etelvino, 42 anos, prima de Rayssa e madrinha de Isis, relata o desespero crescente. “Eu fico ligando para tudo quanto é lugar. A gente fica à mercê de aguardar alguma coisa, porque a gente fica morrendo de medo o tempo todo”, desabafa.
A família chegou a buscar auxílio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), mas ainda não obteve uma solução concreta. Uma assessoria sugeriu o Hospital Biocor, mas a unidade informou que o procedimento não faz parte de seu escopo médico.
Rotina de angústia e preocupação
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Com Isis internada, Rayssa Kelly tem enfrentado uma rotina extenuante. Hospedada no alojamento do hospital, ela precisa lidar com a preocupação constante com a filha recém-nascida e, ao mesmo tempo, com a ausência dos outros dois filhos, de 3 e 6 anos, que estão sob os cuidados de parentes.
“Ela está desesperada, fica em crise de ansiedade, ela fica louca, por quê? Porque ela está no hospital esse tempo todo com a neném, e os dois filhos aqui fora precisando dela”, relatou Mariana.
A falta de um desfecho rápido para a situação expõe a fragilidade do sistema de saúde em casos de alta complexidade e a angústia vivida por famílias que dependem de recursos públicos e privados para garantir a saúde de seus filhos. A reportagem busca contato com os órgãos e instituições citados para obter mais informações.
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