A Transparência Internacional Brasil intensificou a pressão sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigindo publicamente explicações sobre a origem de recursos e os investimentos atribuídos a seu irmão, o padre José Carlos Dias Toffoli.
Em uma publicação na rede social X nesta sexta-feira (23), a entidade declarou: “Esperamos que o padre J. C. Dias Toffoli tenha comprovação da origem dos recursos e que seus investimentos em hotelaria de luxo possam ser esclarecidos, assim como os negócios com gente ligada ao Master e à JBS”.
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A manifestação da ONG anticorrupção ocorre após a divulgação de novas reportagens e documentos que apontam a participação de familiares do ministro em empreendimentos da rede de resorts Tayayá, localizada no Paraná. Um segundo projeto do grupo, ainda em construção às margens do Rio Paraná, também estaria envolvido.
Segundo as apurações, irmãos de Dias Toffoli figuraram como sócios de empresas ligadas aos resorts e assinaram atos societários em assembleias.
Cobranças anteriores da Transparência Internacional
O posicionamento mais recente da Transparência Internacional reforça cobranças que a entidade já havia feito anteriormente sobre o caso.
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Na quinta-feira (22), a organização já havia afirmado que “já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes para que a PGR [Procuradoria-Geral da República] e o Senado instaurem procedimentos de apuração”.
Nesse contexto, a entidade listou informações divulgadas pela imprensa sobre a participação societária de irmãos do ministro no resort Tayayá. Foram citados aportes financeiros ligados a pessoas e estruturas associadas ao Banco Master, movimentações de capital com venda de cotas e envio de recursos ao exterior.
Além disso, foram mencionadas declarações e registros que sugerem o uso frequente do empreendimento pelo próprio ministro Dias Toffoli.
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Críticas ao arquivamento de pedido pela PGR
Horas após a nova cobrança, a Transparência Internacional criticou a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar o pedido de afastamento de Dias Toffoli da relatoria de um caso que envolve o Banco Master no STF.
Ao reagir a uma nota do ministro Gilmar Mendes sobre o arquivamento, a organização escreveu: “A sociedade e as instituições brasileiras precisam impedir que o Sistema de Justiça funcione como um grande Gilmarpalooza”. O termo faz referência ao apelido criado pela oposição para se referir ao Fórum de Lisboa, evento organizado anualmente pelo instituto do qual Gilmar Mendes é sócio-fundador.
Fonte: Oeste
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