O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas tarifas de 10% a 8 países da OTAN que se opõem à compra da Groenlândia. A medida, que entra em vigor em 1º de fevereiro e pode chegar a 25% em junho, gerou forte reação de líderes europeus.
Dinamarca busca diálogo, mas alerta sobre segurança
A Dinamarca, cujo território inclui a Groenlândia, buscou um tom conciliador. O ministro das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, mencionou conversas “construtivas” com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele reconheceu a necessidade de reforçar a segurança no Ártico e a cooperação com os aliados da OTAN.
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União Europeia coordena resposta conjunta
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a União Europeia defenderá “sempre o direito internacional” e está “coordenando uma resposta conjunta” ao anúncio de Trump. A UE busca uma posição unificada para responder às tarifas.
Macron: “Nenhuma intimidação” mudará o rumo da Europa
O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou as ameaças de Trump como “inaceitáveis” e “ameaças”. Ele declarou que “nenhuma intimidação” fará com que as nações europeias mudem de posição sobre a Groenlândia.
Macron reafirmou o compromisso da França com a soberania das nações e o apoio à Ucrânia. Ele destacou a decisão francesa de participar de exercícios militares na Groenlândia, focados na segurança do Ártico e nas fronteiras europeias.
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“Os europeus responderão a essas medidas de forma unida e coordenada, caso sejam confirmadas”, assegurou o líder francês, que prometeu defender a “soberania europeia”.
Reino Unido: “Tarifas completamente erradas”
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, considerou as tarifas de Trump “completamente erradas”. Ele reiterou que a Groenlândia é parte da Dinamarca e que seu futuro é uma questão entre dinamarqueses e groenlandeses.
Starmer enfatizou a importância da segurança no Ártico para toda a OTAN e a necessidade de cooperação contra a ameaça russa. “Impor tarifas aos aliados por buscarem a segurança coletiva é completamente errado”, declarou.
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O premiê britânico afirmou que o assunto será tratado diretamente com o governo dos EUA e que o Reino Unido “não se deixará chantagear”.
Suécia defende autonomia de decisão e união europeia
O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, reforçou que “apenas a Dinamarca e a Groenlândia decidem sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”. Ele expressou o compromisso sueco em defender seus aliados.
Kristersson destacou que a questão afeta “muito mais países” do que os diretamente nomeados por Trump e que a Suécia está em “intensas discussões” com outros países da UE, Noruega e Reino Unido para uma “resposta coletiva”.
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Fonte: G1