O governo brasileiro estuda uma resposta diplomática contundente após declarações do senador americano Marco Rubio, que classificou o Brasil como um dos governos hostis aos Estados Unidos. A possibilidade de recusar o agrément para o novo embaixador americano é uma das medidas em avaliação pelo Itamaraty, em um cenário de crescentes tensões entre as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden.
A medida seria uma retaliação direta às críticas de Rubio, que, segundo fontes, tem influenciado a política externa dos EUA em relação a países considerados desfavoráveis. A situação se agrava pelo fato de Rubio e Daniel Perez, outro oficial americano, serem filhos de cubanos perseguidos pela esquerda, o que intensificaria sua posição anti-esquerda.
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Este episódio evoca memórias de choques diplomáticos anteriores. Em 2016, a então presidente Dilma Rousseff negou o agrément ao embaixador de Israel, gerando uma resposta dura de Tel Aviv, que chamou o Brasil de “anão diplomático”. Mais recentemente, em 2025, a demora na resposta a Gali Dagan, indicado para embaixador de Israel, levou à retirada da nomeação.
Corte em taxas de passaporte gera polêmica
Paralelamente às tensões com os EUA, o governo Lula enfrenta críticas internas pela redução pela metade das taxas de emissão de passaportes. A medida, que baixou o valor para R$60 para maiores de 18 anos e R$40 para menores, foi justificada pelo Itamaraty com argumentos de “direitos fundamentais” e “atenção à comunidade brasileira”.
No entanto, a base legal e o impacto financeiro da renúncia de receita não foram detalhados pelo Ministério das Relações Exteriores, gerando questionamentos de órgãos como o Tesouro Nacional. A oposição, representada por Eduardo Bolsonaro, criticou a medida, classificando-a como uma “aula magna do que não fazer em diplomacia” e um reflexo da tendência de Lula “perder a linha quando contrariado”.
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Congresso e oposição reagem
O Congresso Nacional também se mostra palco de embates. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou que a Casa não tem a obrigação de “carimbar” projetos vindos da Câmara, referindo-se à tramitação da PEC 6×1. Alcolumbre anunciou um “esforço concentrado” para a próxima semana, focado na indicação de Benedito Gonçalves para corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, acusou o governo de priorizar “as eleições” em detrimento do país. Deputados como Julia Zanata listaram declarações de Lula consideradas ofensivas a figuras como Donald Trump e Marco Rubio, ironizando a possibilidade de repercussões negativas.
Expectativas econômicas e o futuro das tarifas americanas
No cenário econômico, o ex-presidente do BNDES, Paulo Rabelo de Castro, aposta que as novas tarifas impostas pelo governo americano podem ser amenizadas por meio de negociações até julho, prazo para sua implementação.
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