O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos, publicou um vídeo comparando a situação de seu pai, Jair Bolsonaro, com a do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo Eduardo, enquanto Maduro está preso nos EUA, seu pai, detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, estaria submetido a condições mais rigorosas.
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“Eu tenho inveja do Maduro, porque, quando você pensa que algo pode acontecer com Maduro, com certeza ele vai receber assistência médica adequada”, declarou Eduardo em sua conta na rede social X.
O ex-parlamentar, cujo mandato foi cassado em dezembro, fez referência à queda sofrida por Jair Bolsonaro em sua cela no último dia 6, que resultou em um traumatismo craniano leve.
Eduardo questionou o fato de a ida de Bolsonaro a um hospital depender de autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
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Bolsonaro foi atendido por médicos da PF após a queda. Alexandre de Moraes negou a remoção para um hospital no dia do incidente, autorizando a transferência apenas no dia seguinte.
Essa decisão gerou críticas de familiares e aliados de Bolsonaro, além de levar o Conselho Federal de Medicina (CFM) a instaurar uma sindicância sobre o atendimento, que posteriormente foi anulada pelo ministro.
Alexandre de Moraes também determinou que o presidente do CFM prestasse esclarecimentos à Polícia Federal.
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Na terça-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, visitou o pai na Superintendência da PF.
O encontro, com duração de 30 minutos, foi autorizado por Moraes e marcou a primeira visita de Flávio ao pai desde seu retorno dos Estados Unidos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também esteve presente, acompanhada de suas filhas Letícia Firmo e Laura.
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Na mesma terça-feira, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) divulgou uma carta enviada ao pai, conclamando-o a resistir.
Carlos Bolsonaro afirmou que o processo contra o ex-presidente não se baseia em erros ou leis, mas sim em uma tentativa de destruição moral.
“Cada dia que passa, pai, confirma aquilo que sempre soubemos: não é sobre erros, não é sobre leis — é sobre te quebrar moralmente. E é justamente por isso que resistir se tornou um ato de amor”, escreveu o filho.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
A sentença, proferida pela Primeira Turma do STF, abrange crimes como organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado.
Fonte: R7