O governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de suspender sanções adicionais impostas à Venezuela ainda nesta semana. A informação foi divulgada pelo Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, em entrevista à agência Reuters no último sábado (10 de janeiro de 2026).
A principal motivação para essa potencial mudança de postura é facilitar a comercialização do petróleo venezuelano no mercado internacional. As sanções atuais proíbem bancos e outros credores internacionais de negociarem com o governo de Nicolás Maduro sem a prévia aprovação dos Estados Unidos.
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Bessent também informou que terá em breve encontros com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. O objetivo dessas reuniões é discutir o engajamento dessas instituições financeiras com a Venezuela e explorar o uso de cerca de US$ 5 bilhões em ativos venezuelanos que estão atualmente congelados no FMI. Esses recursos, na forma de Direitos Especiais de Saque (DES), poderiam ser direcionados para a reconstrução da economia do país sul-americano.
Contexto Político e Econômico
As medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla da administração do presidente Donald Trump, que busca estabilizar a Venezuela após a recente prisão de Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Paralelamente, os Estados Unidos desejam incentivar o retorno de empresas petrolíferas americanas ao país.
Na sexta-feira anterior (9 de janeiro), Trump assinou um decreto presidencial destinado a proteger as receitas da venda de petróleo venezuelano depositadas em contas do Tesouro dos EUA. O objetivo é evitar que esses fundos sejam sujeitos a penhoras ou ações judiciais.
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Reunião com o Setor Petrolífero
No mesmo dia, o presidente Trump se reuniu com executivos de grandes empresas do setor de petróleo. Ele declarou que as companhias americanas terão a oportunidade de atuar na reconstrução da infraestrutura energética venezuelana, que ele descreveu como “apodrecida”, e de aumentar a produção de petróleo a níveis sem precedentes.
Expectativas para Empresas Privadas
Scott Bessent expressou otimismo quanto ao retorno de empresas menores e privadas ao setor petrolífero da Venezuela. Ele reconheceu a relutância de algumas grandes petrolíferas, como a Exxon, cujos ativos no país foram nacionalizados em ocasiões anteriores. No entanto, Bessent acredita que a progressão natural permitirá que empresas privadas ajam rapidamente no mercado.
“Acredito que será a progressão típica, onde as empresas privadas podem agir rapidamente e entrarão muito rapidamente. Elas não falaram sobre financiamento até agora”, declarou Bessent, indicando que as discussões sobre o aporte financeiro para essas operações ainda estão em andamento.
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Fonte: Reuters