Maduro é o "elefante na sala" que testa aliança de Lula com Trump após ataque dos EUA à Venezuela

Maduro é o “elefante na sala” que testa aliança de Lula com Trump após ataque dos EUA à Venezuela

O recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a subsequente captura do presidente Nicolás Maduro criam um complexo cenário diplomático para o Brasil, testando a emergente aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. A relação entre os líderes, marcada por posições ideológicas opostas e trocas de farpas no […]

Resumo

O recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a subsequente captura do presidente Nicolás Maduro criam um complexo cenário diplomático para o Brasil, testando a emergente aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

A relação entre os líderes, marcada por posições ideológicas opostas e trocas de farpas no passado, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump, tem visto um aquecimento nos últimos meses.

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Após uma cúpula da ONU em setembro, onde Lula declarou sentir uma “química” com Trump, os dois líderes intensificaram contatos, resultando na reversão de tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros importantes, como carne bovina, café, frutas e madeira, além da revogação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

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O obstáculo venezuelano na relação EUA-Brasil

No entanto, a questão venezuelana surge como um divisor de águas. Historicamente, o PT manteve laços com o chavismo. Contudo, após as eleições de 2024 na Venezuela, marcadas por denúncias de fraude e repressão, Lula distanciou-se de Maduro, não reconhecendo sua vitória e criticando declarações sobre um possível “banho de sangue”.

O Brasil também vetou a entrada da Venezuela nos BRICS e assumiu um papel mediador em tensões com a Guiana, demonstrando um pragmatismo que desagradou o regime de Caracas.

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Diante da ação militar dos EUA, Lula se encontra em uma encruzilhada. Defender Maduro poderia irritar Trump e fortalecer a oposição interna. Por outro lado, o silêncio seria incoerente com a política externa brasileira de defesa da soberania e agravaria o isolamento da esquerda na América do Sul.

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O presidente brasileiro optou por uma crítica velada ao ataque, classificando-o como uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e um “precedente extremamente perigoso”, sem mencionar diretamente os EUA ou Trump.

Trump intensifica discurso contra a esquerda na América Latina

Em paralelo, Donald Trump tem reforçado seu discurso contra governos de esquerda na região, celebrando vitórias de aliados conservadores na Argentina e no Chile, e alertando líderes como o presidente colombiano, Gustavo Petro.

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Embora Lula não tenha sido diretamente criticado por Trump, a queda de Maduro e o enfraquecimento da esquerda no continente abrem espaço para que aliados de Bolsonaro pressionem Trump por novas ações contra o governo brasileiro.

Maduro confirma ataque e captura

Em declarações públicas, Trump confirmou a “bem-sucedida” operação em larga escala contra a Venezuela, anunciando que os EUA controlarão o país até uma “transição segura, criteriosa e legítima”. Ele também mencionou o interesse em que empresas americanas explorem o petróleo venezuelano.

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A Venezuela, por sua vez, denunciou que os bombardeios americanos atingiram áreas civis em diversas regiões do país, incluindo a capital, Caracas.

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A relação com os EUA, marcada pela reversão de tarifas, é vista como um trunfo eleitoral para Lula. A resolução da crise venezuelana, contudo, apresenta-se como o próximo grande desafio diplomático para o governo brasileiro.

Fonte: g1.globo.com

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