Em coletiva de imprensa realizada neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Secretário de Estado, Marco Rubio, enviaram mensagens diretas às lideranças da Colômbia e de Cuba após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. As declarações indicam um possível endurecimento da política externa americana na região.
Pressão sobre a Colômbia e a guerra às drogas
Questionado sobre as declarações do presidente colombiano Gustavo Petro a respeito da operação em Caracas, Trump fez acusações contundentes. O líder americano afirmou que o governo colombiano abriga “laboratórios de cocaína” e que a droga produzida no país estaria sendo enviada para os Estados Unidos.
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“Eles têm fábricas onde produzem cocaína. Estão mandando para os EUA. Então, sim, ele (Petro) tem que ficar esperto”, declarou Trump, sinalizando uma vigilância apertada sobre as ações de Bogotá no combate ao narcotráfico e sua relação com a Venezuela.
Cuba sob escrutínio e a ‘colonização’ da Venezuela
Por outro lado, Marco Rubio classificou a operação contra Maduro como um golpe direto contra a influência do regime comunista de Cuba na Venezuela. O Secretário de Estado enfatizou que, se estivesse em Havana, estaria “preocupado, nem que fosse um pouco”, com os desdobramentos.
Rubio detalhou que a estrutura de segurança venezuelana estava profundamente infiltrada por agentes cubanos. Essa infiltração atingia setores cruciais, incluindo a proteção direta de Maduro e os órgãos de inteligência do país. “Basicamente, a segurança venezuelana havia sido colonizada por Cuba”, afirmou Rubio.
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Independência de Cuba e o futuro da Venezuela
O Secretário de Estado sugeriu que, após a queda de Maduro, a Venezuela deveria “declarar sua independência de Cuba”. Essa declaração reforça a visão de que a influência cubana era predominante e prejudicial à soberania venezuelana.
Trump também comentou a situação cubana, descrevendo o regime da ilha como um “caso muito similar” ao da Venezuela. O presidente americano expressou um novo foco em ajudar o povo cubano, que, em sua avaliação, sofre há décadas sob o sistema castrista. Ele ressaltou que os Estados Unidos buscam se cercar de “bons vizinhos e estabilidade” na região, o que pode implicar em novas pressões diplomáticas e econômicas sobre Havana.
A captura de Maduro, que já está sob a custódia das autoridades americanas e enfrenta acusações de narcotráfico e terrorismo, marca um ponto de inflexão nas relações diplomáticas dos EUA com a América Latina. As declarações de Trump e Rubio indicam que a administração americana pretende usar este momento para reconfigurar o cenário político e de segurança na região, com especial atenção aos papéis de Colômbia e Cuba.
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Fonte: (Não identificada)