O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que existe um clima de receio entre os Três Poderes da República para aprofundar as investigações sobre o Banco Master. Segundo o parlamentar, o vultoso volume financeiro movimentado pela instituição e a complexidade do caso criam um ambiente de hesitação institucional.
A declaração foi feita em entrevista à CNN na noite de segunda-feira (22), em meio a um debate nacional sobre grandes investigações financeiras.
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Caso Master se soma a outras apurações milionárias
Vieira comparou a situação do Banco Master a outros dois episódios de grande repercussão que envolvem quantias bilionárias e possíveis irregularidades: os desvios em emendas parlamentares e as fraudes ocorridas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, o senador ressaltou que, diferentemente das apurações sobre emendas e INSS, o caso Banco Master ainda carece de investigações mais robustas.
Para o parlamentar, o receio de se aprofundar no tema impede que ele seja tratado com a devida intensidade.
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“Conivência do aparelho estatal”
Durante a entrevista, Vieira foi enfático ao descrever a dimensão do suposto esquema financeiro.
“Ninguém coloca de pé um esquema de crime deste tamanho, sem conivência do aparelho estatal”, declarou.
Ele sugeriu que a complexidade das operações do Banco Master aponta para a participação ou omissão de agentes públicos.
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O senador também alertou sobre a necessidade de coibir a continuidade dessas práticas.
“Não dá para permitir esse tipo de atuação e esse nível de promiscuidade”, disse.
Vieira defendeu que as investigações avancem de forma efetiva e alcancem todos os responsáveis, independentemente de seus cargos.
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Proposta de CPI
O parlamentar destacou o montante expressivo de recursos que transitaram pelo Banco Master.
“O volume de recursos que passou por ali é imenso”, afirmou.
Diante desse cenário, ele reforçou a necessidade de uma apuração parlamentar específica.
Vieira defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para examinar detalhadamente as movimentações financeiras da instituição.
As declarações do senador reacendem o debate sobre a importância da transparência e do rigor na fiscalização de instituições financeiras.
Além disso, o caso levanta questionamentos sobre o papel dos Poderes da República no enfrentamento de suspeitas que envolvem grandes volumes de recursos, tanto públicos quanto privados.
Fonte: 247