A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados manifestou solidariedade e repúdio ao que considerou um ato de violência de gênero contra a deputada federal Camila Jara (PT-MS).
O episódio ocorreu na noite de quinta-feira (30), na Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), em Campo Grande.
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Camila Jara foi impedida de participar de um evento na entidade, mesmo integrando a comitiva oficial a convite do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A ordem para barrar a deputada teria partido do presidente da FIEMS, Sérgio Longen.
Tratamento considerado ‘aviltante’
Em nota oficial, a bancada petista classificou o ocorrido como um tratamento “aviltante” e “inaceitável”.
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“É inaceitável uma representante do Congresso Nacional, eleita pelo povo de Mato Grosso do Sul, ser barrada em evento com um representante do governo federal”, afirma o texto, assinado pelo líder do partido na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC).
A nota detalha que a parlamentar foi impedida de acessar o elevador que a levaria ao andar onde estavam o ministro Durigan e outros convidados.
Mesmo após se identificar como parlamentar em missão oficial, a deputada teria sido tratada de forma “ríspida e violenta”.
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Um agente de segurança terceirizado chegou a ameaçar remover a deputada à força do local, segundo o relato do PT.
Contexto de violência de gênero
A bancada petista ressaltou o contexto de violência de gênero no estado, que figura entre os quatro com maior número de feminicídios no Brasil.
“Se uma representante do povo eleita, integrante do Congresso Nacional, é submetida a tal brutalidade, que dirá as milhares de mães, trabalhadoras e jovens anônimas em todo o território nacional”, argumentou o partido.
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O PT criticou a postura da FIEMS, que deveria ser um “espaço respeitoso, democrático e plural”, e classificou o ato como “covarde”.
A nota também reforçou o compromisso do governo Lula com a proteção das mulheres, citando o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e leis sancionadas que visam combater a violência de gênero.
A renegociação de R$ 7,7 bilhões da dívida do Mato Grosso do Sul com o governo federal, que viabiliza investimentos no estado, também foi mencionada.
A bancada do PT reiterou a condenação da “violência de gênero praticada contra a deputada” e considerou inadmissível que uma parlamentar da base do governo seja “truculentamente impedida de cumprir seu papel constitucional”.
Fonte: 247