O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa nesta segunda-feira (15) da cúpula do G7, em Evian, na França, horas após o anúncio de um acordo com o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio. A reunião, sediada pelo presidente francês Emmanuel Macron, promete debater uma agenda repleta de temas sensíveis.
Acordo com o Irã e Estreito de Ormuz em foco
Aliados aguardam Trump, que celebra seu aniversário de 80 anos neste domingo, para conhecer os detalhes do acordo com o Irã. A expectativa é que a cúpula discuta os planos para a reabertura do Estreito de Ormuz, via fundamental para o comércio global de combustíveis, que tem sofrido com as tensões na região.
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Macron destacou em suas redes sociais que a reunião examinará as “consequências” do acordo, cuja assinatura está prevista para sexta-feira na Suíça. As discussões abrangerão as implicações para o Líbano, a duradoura reabertura de Ormuz e as atividades nucleares e balísticas iranianas.
O G7 demonstra impaciência com a instabilidade no Estreito de Ormuz, cuja reabertura é vista como essencial para aliviar a pressão sobre os preços do petróleo, que já registraram queda com a notícia do acordo.
Ucrânia e Inteligência Artificial na pauta
O conflito na Ucrânia também estará em pauta. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, se juntará à cúpula a partir de terça-feira, após o recente bombardeio russo que causou um incêndio em uma catedral histórica em Kiev e deixou mais de 10 mortos em diversas cidades ucranianas.
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Macron, como anfitrião, busca promover uma agenda que vá além das questões tradicionais. Limitar desequilíbrios econômicos globais e ampliar o controle sobre o uso da inteligência artificial (IA), especialmente no que diz respeito à proteção de menores, são temas centrais.
Participantes notáveis discutirão a IA: Sam Altman, CEO da OpenAI; Dario Amodei, CEO da Anthropic; e Arthur Mensch, de sua rival europeia Mistral AI, estarão presentes em um almoço na quarta-feira para debater a proteção de crianças no ambiente digital.
Expansão do G7 e segurança reforçada
A França tem o interesse em ampliar o alcance do G7, grupo composto por Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Lideranças árabes, incluindo o presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, o emir do Catar e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, foram convidadas para discutir a questão iraniana.
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Líderes do Brasil, Índia, Quênia e Coreia do Sul também participarão da cúpula. A China, embora não seja membro do G7, será um tema importante, com discussões sobre seu domínio e controle no mercado de terras raras, cruciais para a transição energética e digital.
Milhares de policiais e soldados foram mobilizados para garantir a segurança do evento, que se estende à vizinha Suíça, do outro lado do lago Leman. No domingo, manifestantes anti-G7 entraram em confronto com a polícia em Genebra, lançando objetos e sendo respondidos com gás lacrimogêneo.
Em um movimento incomum, Trump estenderá sua estadia na França para um jantar com Macron no Palácio de Versalhes, na quarta-feira, após o encerramento da cúpula.
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Fonte: G1