Trump renuncia ao controle do Kennedy Center após revés judicial e promete transferir a instituição ao Congresso

Trump renuncia ao controle do Kennedy Center após revés judicial e promete transferir a instituição ao Congresso

O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (29) que buscará transferir o controle do Centro Kennedy ao Congresso dos Estados Unidos. A decisão surge após uma derrota judicial que impediu a renomeação unilateral do prestigiado centro cultural em homenagem ao presidente e suspendeu o fechamento da instituição para uma reforma. Um juiz determinou que o […]

Resumo

O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (29) que buscará transferir o controle do Centro Kennedy ao Congresso dos Estados Unidos. A decisão surge após uma derrota judicial que impediu a renomeação unilateral do prestigiado centro cultural em homenagem ao presidente e suspendeu o fechamento da instituição para uma reforma.

Um juiz determinou que o conselho administrativo do Kennedy Center excedeu suas competências legais ao tentar alterar o nome do centro, que homenageia o presidente democrata John F. Kennedy, para “Trump Kennedy Center”. A corte estabeleceu que apenas o Congresso possui a prerrogativa de mudar o nome da instituição.

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A decisão judicial também ordenou que a administração republicana retire o nome de Trump da fachada do edifício em até 14 dias. A mudança de nome, que adicionou o sobrenome do presidente em letras douradas acima do nome de Kennedy, havia sido concretizada em dezembro pelo conselho, majoritariamente composto por aliados de Trump.

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Rompimento com a tradição e críticas ao Judiciário

Trump reagiu à decisão judicial criticando o juiz, a quem acusou de se eximir de responsabilidade sobre o futuro do centro cultural, que ele descreveu como “moribundo”. Em uma publicação em sua rede social Truth Social, o presidente declarou: “Vamos trabalhar com o Congresso para transferir essa instituição fracassada de volta para eles, para que possam decidir o que fazer com ela”.

Esta ação se insere em um padrão de medidas adotadas por Trump desde o início de seu segundo mandato em janeiro de 2025, buscando imprimir sua marca em espaços oficiais. Essa prática rompe com a tradição política americana de neutralidade em instituições culturais e de serviço público.

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Histórico de renomeações e projeções de imagem

Outros exemplos dessa tendência incluem o rebatismo do extinto Instituto da Paz dos Estados Unidos em homenagem a Trump e a exibição de seu rosto em grandes faixas no exterior de edifícios governamentais como o Departamento de Justiça e o Departamento de Agricultura.

Adicionalmente, o governo Trump manifestou interesse em estampar a imagem do presidente em uma nota de 250 dólares, a ser lançada em celebração ao 250º aniversário da independência dos Estados Unidos. Em outra ação controversa, Trump ordenou a demolição da Ala Leste da Casa Branca para a construção de um novo salão de baile.

O Papel do Congresso e o Futuro do Kennedy Center

A decisão de envolver o Congresso na definição do futuro do Kennedy Center ressalta o equilíbrio de poderes entre os ramos Executivo e Legislativo. A instituição, um marco cultural em Washington D.C., continuará sob a égide do Congresso, que agora terá a palavra final sobre sua administração e identidade.

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A tentativa de renomear o centro foi vista por muitos como uma manobra política com o objetivo de consolidar a imagem de Trump. A intervenção judicial reforça a separação entre as funções do poder executivo e a autonomia de instituições culturais, além de reafirmar o papel do Legislativo na supervisão de patrimôncios nacionais.

Fonte: g1.globo.com

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