O acordo de delação premiada negociado por um investigado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) alcançou um valor que impressiona ao superar o orçamento anual de 25 capitais brasileiras. O montante, que não teve o nome do colaborador divulgado, é significativamente maior do que a receita total de cidades como Rio de Janeiro, cujo orçamento previsto para o ano é de R$ 52 bilhões, e Belo Horizonte, com R$ 24,1 bilhões.
Para dimensionar a magnitude do acordo, a quantia é superior à somatória da receita de 14 capitais. Em uma comparação com o setor privado, o valor da delação ultrapassa o lucro líquido do Itaú Unibanco em 2025, que foi de R$ 46,8 bilhões, mesmo com o banco atendendo a 70 milhões de clientes.
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O acordo também representa mais da metade do faturamento anual da Petrobras em 2025, que atingiu R$ 110,1 bilhões, e supera em R$ 10 bilhões o lucro da estatal no mesmo ano (R$ 36,6 bilhões).
Ascensão e Controvérsias em Empresas de Marketing Político
Em outro front, uma empresa ligada a Karina Gama, produtora do filme “Dark Horse” sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, registrou um crescimento expressivo de 1.180% entre as eleições de 2020 e 2024. Karina Gama é proprietária da Go Up Entertainment e sócia da GO7 Assessoria, que opera sob o nome fantasia “Conhecer Brasil Assessoria, Produção e Marketing Cultural.
A empresa iniciou sua atuação no mercado eleitoral em 2020, com uma modesta campanha para uma candidata a vereadora, recebendo R$ 13.352,45.
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Em 2022, o faturamento aumentou para R$ 67 mil, distribuídos em campanhas para Mario Frias (PL-SP), que recebeu R$ 54 mil, e Felipe Carmona (PL-SP), que obteve R$ 13 mil.
Nas eleições de 2024, a empresa continuou a expandir seus negócios no setor político, faturando R$ 171 mil com duas campanhas para vereador.
Debates Políticos e Legislação no Congresso
A decisão de tribunais europeus em distinguir dissidência política de crime comum, exemplificada pelo caso de Carla Zambelli, levanta questionamentos sobre a aplicação dessa distinção no cenário político brasileiro em 2026.
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A senadora Rosângela Moro (PL-SP) criticou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, questionando a alegação de contenção de gastos do governo. “Se houve contenção, como explicar o recorde de gastos com propaganda, viagens e Lei Rouanet?”, indagou.
O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), classificou como “mentira” a versão de que sua aliança com o PL no estado teria implicações no cenário nacional, ressaltando que o acordo é estritamente local.
No Senado, a Comissão de Direitos Humanos aprovou um projeto de lei que visa obrigar governos a oferecerem cursos para orientar pais sobre a educação de filhos sem o uso de violência física. O texto agora seguirá para análise de outras comissões.
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Adriana Ventura (Novo-SP) rebateu o discurso do governo Lula sobre a arrecadação recorde, argumentando que o feito representa “o peso dos impostos em cima dos brasileiros” e não uma conquista de gestão.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou seu questionamento sobre a relutância da esquerda em investigar o caso do Banco Master, indagando: “Tô até agora esperando os parlamentares de esquerda levantarem a mão para apoiar a CPMI”.
Em entrevista à TV estatal, o presidente Lula admitiu ter solicitado que seu encontro com Donald Trump fosse realizado sem a presença da imprensa, por receio de ser “humilhado” pelo ex-presidente americano.
Lula também classificou a Operação Lava Jato como “a grande mentira do século XXI” e rotulou Sergio Moro e Deltan Dallagnol como “monstros”, após ter sua condenação anulada pelo STF.
Fonte: G1