Estudantes de SP protestam contra Tarcísio em ato com 30 mil pessoas; PM bloqueia acesso ao Palácio dos Bandeirantes

Estudantes de SP protestam contra Tarcísio em ato com 30 mil pessoas; PM bloqueia acesso ao Palácio dos Bandeirantes

Cerca de 30 mil estudantes, professores e funcionários das universidades estaduais paulistas participaram de um grande ato na quarta-feira (20), ocupando a Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A manifestação, que se dirigiu ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, foi a maior mobilização das greves universitárias até o momento. Caravanas de ônibus […]

Resumo

Cerca de 30 mil estudantes, professores e funcionários das universidades estaduais paulistas participaram de um grande ato na quarta-feira (20), ocupando a Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A manifestação, que se dirigiu ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, foi a maior mobilização das greves universitárias até o momento.

Caravanas de ônibus com estudantes da UNESP e da UNICAMP vieram de outras cidades para engrossar o protesto. A marcha teve como principais bandeiras a denúncia da precarização do ensino público, as privatizações e a violência policial, especialmente após a desocupação da reitoria da USP.

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O trajeto até a capital paulista não foi isento de tensões. Parte das caravanas foi interceptada e revistada pela Polícia Militar, o que causou atrasos na chegada dos manifestantes. Além do público universitário, o ato contou com a presença de estudantes do ensino médio, professores da rede pública, servidores, deputados estaduais e lideranças de movimentos sociais.

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No início da concentração, no Largo da Batata, o ex-deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos) provocou os manifestantes. Vídeos mostram seguranças do ex-parlamentar agredindo estudantes. O grupo de Garcia se retirou do local, e a marcha seguiu.

A caminhada pela Faria Lima, um dos principais centros financeiros da América Latina, durou mais de duas horas e impactou o trânsito. Ao passarem por um edifício residencial, estudantes relataram ter sido alvo de ovos atirados de sacadas.

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O ato foi marcado por uma atmosfera vibrante, com baterias universitárias ditando o ritmo e carros de som puxando cantos de protesto. A diversidade do público era visível, com a presença de pesquisadores indígenas, estudantes de artes com balaclavas e fantoches, e coletivos trans, em um mosaico de cartazes, faixas e balões.

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Bloqueio policial e recusa de diálogo

Ao se aproximarem do Palácio dos Bandeirantes, os manifestantes se depararam com um forte bloqueio da Polícia Militar. Dezenas de policiais da tropa de choque e da cavalaria cercaram os acessos ao prédio, com a justificativa de que havia ordens para impedir o avanço da marcha.

Dany Oliveira, diretora do DCE Livre da USP, expressou indignação com a ação policial. Ela questionou o respaldo legal para bloquear uma manifestação pacífica e criticou o governador por se

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