O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), admitiu nesta segunda-feira (18) que a criação da chamada “taxa das blusinhas” foi um equívoco do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S.Paulo, Guimarães se penitenciou pela medida, que, segundo ele, penalizou principalmente famílias de baixa renda e a classe média baixa.
A taxação, que impactava compras internacionais de baixo valor, foi alvo de críticas por atingir produtos considerados essenciais por muitos consumidores, como capas de celular e outros itens de uso cotidiano. O ministro argumentou que o impacto na arrecadação federal era “mínimo” e que atuou internamente para reverter a cobrança.
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“A taxa das blusinhas não deveria ter sido criada, e eu me penitencio porque era líder do governo no Congresso”, declarou Guimarães, reforçando que a medida prejudicava diretamente o bolso das famílias brasileiras.
A revogação da taxa foi oficializada por meio de medida provisória assinada pelo presidente Lula em 12 de maio. O processo de convencimento para a reversão da medida, segundo o ministro, durou aproximadamente um mês, evidenciando as discussões internas sobre a política tributária.
PT mira escândalo de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Além de abordar a questão tributária, José Guimarães sinalizou que o Partido dos Trabalhadores (PT) pretende utilizar o escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro como um dos pilares da estratégia eleitoral para a disputa presidencial de 2026.
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Mensagens e áudios atribuídos ao senador, que teriam sido divulgados pelo portal Intercept Brasil, sugerem uma cobrança de recursos de Vorcaro para financiar o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse”.
O ministro petista afirmou que o partido não aceitará que “culpas que não são do governo caiam no nosso colo, como no caso do Banco Master”. Ele enfatizou a necessidade de o país “ser passado a limpo” e declarou que a imagem de Flávio Bolsonaro “ruiu” após as revelações.
A estratégia do PT, conforme Guimarães, visa contrapor o que considera “mentiras” e “sustentar uma candidatura com mentiras”, indicando um cenário de polarização e confronto direto na próxima corrida presidencial.
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Fonte: Folha de S.Paulo