Um grave acidente envolvendo 13 veículos, incluindo uma carreta desgovernada, deixou um rastro de destruição no Anel Rodoviário de Belo Horizonte na última terça-feira (12/5). O motorista André Ribeiro Castanheira, de 42 anos, conduzia um Celta que ficou completamente destruído após ser atingido pela carreta. Apesar da violência da colisão, André sobreviveu com ferimentos leves e relatou a experiência como um verdadeiro milagre.
O susto tomou conta de André quando ele percebeu a carreta se aproximando em alta velocidade. “Eu vi os vidros trincando e pensei: ‘morri'”. O Celta, dirigido por ele, foi o veículo mais danificado entre os 13 que se envolveram no engavetamento. O motorista seguia pela pista sentido Vitória, na capital mineira, quando precisou reduzir a velocidade devido a um congestionamento em um trecho conhecido por sua complexidade.
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Falha nos freios teria causado o acidente
Segundo relatos do motorista da carreta ao Corpo de Bombeiros, o veículo teria apresentado falha nos freios logo após passar pela área de escape do Betânia, um ponto de atenção para quem trafega pelo Anel Rodoviário. A carreta descontrolada atingiu a traseira do Celta de André, desencadeando a sequência de colisões que envolveu outros 11 veículos.
André Ribeiro Castanheira, morador de Sete Lagoas, estava a caminho do Consulado de Portugal em Belo Horizonte para renovar seu passaporte, aproveitando sua dupla nacionalidade. A viagem, que parecia rotineira, transformou-se em um pesadelo em poucos segundos.
Socorro improvável e gratidão aos populares
Após o impacto inicial, André desmaiou e só recuperou a consciência dentro do veículo tombado e virado de cabeça para baixo. Com o nariz sangrando e combustível vazando sobre ele, o motorista gritou por socorro. Populares que se aproximaram do local, inicialmente acreditando que ele estaria sem vida, foram surpreendidos por seus gritos.
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Um grupo de pessoas agiu rapidamente, arrancando partes da lataria do carro com as próprias mãos. Em um ato de bravura e solidariedade, conseguiram levantar o veículo tombado, criando um espaço para que André fosse retirado das ferragens. A ação foi crucial, especialmente com o risco de explosão devido ao vazamento de combustível. André expressou profunda gratidão aos anônimos heróis que o salvaram.
Sobrevivência inexplicável e a ajuda do airbag
O estado do Celta de André era chocante, descrito por ele como “uma latinha amassada”. A sobrevivência a um acidente dessa magnitude é algo que ele atribui a um milagre, desafiando qualquer explicação lógica. Ele acredita que o airbag do veículo, que pertencia à sua esposa, Amanda Miranda, desempenhou um papel importante na sua proteção. Amanda insistiu para que ele usasse o carro mais novo do casal, um Celta, em vez do Gol mais antigo e sem airbag.
Apesar da tecnologia ter sido um fator, André reitera que a força maior esteve presente. “Deus colocou a mão ali, não era meu dia”, afirmou, ressaltando sua fé e alívio por ter sobrevivido.
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Recuperação em casa e o trauma psicológico
Menos de 24 horas após o acidente, André recebeu alta do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e retornou para casa, em Sete Lagoas, para se recuperar ao lado da esposa. Embora fisicamente tenha escapado de lesões graves, ele ainda sente dores e lida com o impacto emocional do evento traumático. Relata momentos de choro e ansiedade ao relembrar a situação.
Mesmo após a bateria de exames realizados em Belo Horizonte, André pretende buscar novas avaliações médicas para garantir que nenhum problema de saúde tenha passado despercebido. A perda total do veículo será tratada junto à seguradora. O acidente no Anel Rodoviário, um dos principais e mais movimentados corredores de tráfego de Belo Horizonte, reacende o debate sobre a segurança viária na região metropolitana.
Fonte: O Tempo
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