Governo Lula destina verba irrisória para combate ao crime organizado frente ao lucro estimado

Governo Lula destina verba irrisória para combate ao crime organizado frente ao lucro estimado

O governo federal anunciou medidas para o combate ao crime organizado, porém, os recursos destinados à iniciativa foram apontados como insuficientes diante do vultoso lucro estimado das organizações criminosas no Brasil. De acordo com o estudo “Follow the Products”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em fevereiro de 2025, o lucro anual gerado por […]

Resumo

O governo federal anunciou medidas para o combate ao crime organizado, porém, os recursos destinados à iniciativa foram apontados como insuficientes diante do vultoso lucro estimado das organizações criminosas no Brasil.

De acordo com o estudo “Follow the Products”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em fevereiro de 2025, o lucro anual gerado por quatro pilares de produtos explorados pelo crime organizado — sem incluir o tráfico de drogas — alcança R$ 146,8 bilhões.

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O programa de combate ao crime anunciado pelo governo prevê a destinação de R$ 10 bilhões adicionais, que seriam financiados pelo BNDES. No entanto, para que estados e municípios recebam parte desses recursos, será necessário que eles assumam o financiamento.

A iniciativa governamental surge em um contexto de amplos gastos públicos. Dados da plataforma Gasto Brasil, da ACSP e CACB, indicam que os governos federal, estaduais e municipais já ultrapassaram a marca de R$ 2 trilhões em despesas neste ano.

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A administração federal, sob o comando de Lula, figura como a maior gastadora, com mais de R$ 912 bilhões empenhados. Desse montante, o Poder Executivo federal sozinho alocou R$ 117 bilhões para pessoal e encargos.

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O Legislativo federal, incluindo o Congresso Nacional e o Tribunal de Contas da União, registrou gastos superiores a R$ 2 bilhões no mesmo período. As 27 administrações estaduais, somadas, gastaram R$ 531 bilhões, enquanto os mais de 5,5 mil municípios desembolsaram R$ 542 bilhões.

A articulação política em torno das pautas de segurança pública tem enfrentado dificuldades. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, por exemplo, encontra-se na gaveta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, há dois meses, sem sequer um relator designado.

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A relação entre o Executivo e o Legislativo tem sido marcada por atritos, o que se reflete na ausência de figuras importantes em eventos governamentais. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não compareceu a um evento do presidente Lula no Planalto, demonstrando o azedume nas relações.

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O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, também tem se mantido discreto em sua agenda pública desde abril, após ter seu nome rejeitado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em outra frente, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tem articulado a formação de uma chapa para a Presidência da República, convidando o deputado Flávio Bolsonaro para ser seu vice, em um movimento que busca fortalecer sua candidatura em meio à ausência de pesquisas que o coloquem como favorito.

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No âmbito jurídico, o senador Ciro Nogueira nomeou como seu novo advogado o sobrinho de seu antigo defensor, Conrado Gontijo assumindo a defesa no lugar de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

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O apoio do partido Republicanos ao projeto que visa acabar com a escala de trabalho 6×1, após a escolha do deputado Leo Prates como relator, indica uma movimentação partidária em favor de pautas trabalhistas, com potencial impacto na relação com o governo Lula.

A ênfase governamental no combate ao crime organizado, em um momento de amplos gastos públicos e tensões políticas, sugere uma resposta às pressões e à necessidade de demonstrar ações concretas, especialmente em um cenário onde pesquisas de intenção de voto podem influenciar as estratégias governamentais.

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