A deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Luciana Genro (Psol), classificou a recente disputa interna no partido sobre a formação de uma federação com o PT como uma “batalha de vida ou morte”. A declaração foi feita na sexta-feira (8), em entrevista ao programa Manhã Brasil, do Farol Brasil.
Para Genro, uma das fundadoras do Psol, a questão central da disputa era garantir o futuro e a autonomia política da sigla frente ao Partido dos Trabalhadores.
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“Se o Boulos tivesse ganhado, a própria razão de existir do Psol poderia desaparecer. Se tornaria mais um partido dentro desse espectro da centro-esquerda aqui. Porque eu não vejo mais o PT hoje como partido de esquerda”, afirmou a parlamentar.
Psol e a redefinição de espectros políticos
Luciana Genro argumenta que o PT, apesar de abrigar militantes de esquerda, transformou-se em um partido de centro-esquerda, cuja estratégia principal seria a gestão do capitalismo.
O Psol foi fundado em 2004 a partir de uma dissidência do PT. Desde 2022, o partido está em federação com a Rede Sustentabilidade, aliança renovada em março deste ano para os próximos quatro anos.
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A deputada ressaltou que o fortalecimento da posição independente do Psol, sem atuar como uma “linha auxiliar” do PT, foi crucial para a decisão do partido.
Votação interna definiu caminho
Em 7 de março, o diretório nacional do Psol decidiu, com 75% dos votos, rejeitar a proposta de federação com o PT. A corrente “Revolução Solidária”, ligada a Guilherme Boulos e à ex-ministra Sonia Guajajara, foi derrotada por uma resolução elaborada por setores de esquerda do partido e a maioria interna.
A decisão representou um revés para os defensores da aproximação mais estreita com o PT, consolidando a estratégia de manter o Psol como uma força política autônoma no cenário nacional.
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Fonte: g1.globo.com