O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta sexta-feira (8) que haja qualquer definição sobre a composição de sua chapa para as próximas eleições, classificando a menção ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) como vice como uma mera “cortesia”.
Em declarações anteriores, Flávio Bolsonaro havia sugerido que Ciro Nogueira poderia integrar sua candidatura. No entanto, em entrevista à CNN Brasil, ele esclareceu que as conversas se concentram no apoio da federação partidária (União Progressista e União Brasil), e não em negociações específicas para o cargo de vice.
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“A gente não está negociando apoio do senador Ciro Nogueira, o que nós sempre conversamos foi o apoio da federação, são dois partidos juntos, União Progressistas e União Brasil, são bancadas grandes. Questão de vice é especulação”, afirmou.
Ele detalhou que a menção a Ciro Nogueira foi “muito mais uma cortesia” em uma entrevista anterior, e que a definição do vice “está longe ainda de ter o martelo batido”.
Garantias no STF contrastam com caso Bolsonaro
Flávio Bolsonaro também comentou a investigação que envolve o presidente do PP, Ciro Nogueira, no âmbito da Operação Compliance Zero. Ele destacou que o senador terá a oportunidade de se defender no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça, a quem atribuiu imparcialidade.
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“Ele pelo menos tem a sorte de ter na relatoria do seu caso no Supremo um ministro que não vai agir fora dos autos, que vai cumprir a lei, que não vai perseguir ninguém”, disse.
Em contrapartida, Flávio criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes no caso de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que ele não teve a mesma oportunidade de defesa.
“Diferente da oportunidade de que o presidente Bolsonaro não teve com o relator que foi o ministro Alexandre de Moraes. Todos viram a farsa”, declarou.
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Ciro Nogueira se defende de “tentativa de manchar a honra”
O senador Ciro Nogueira se manifestou sobre a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência, como parte da quinta fase da Operação Compliance Zero. Em publicação nas redes sociais, ele classificou o episódio como uma “tentativa de manchar a minha honra pessoal”.
Nogueira comparou a situação a eventos de 2018, quando, segundo ele, também sofreu perseguição política por liderar pesquisas eleitorais, o que teria impulsionado sua candidatura.
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu.
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Ele acrescentou que, em investigações anteriores, sua inocência foi comprovada e questionou quem devolveria sua honra após o que chamou de “ataque tão maligno e sem fundamentos”.
Investigação apura “jabuti” em PEC do Banco Central
A quinta fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, investiga supostas irregularidades envolvendo Ciro Nogueira e o Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, o senador é suspeito de ter recebido recursos do banco para incluir um “jabuti” em uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre a autonomia do Banco Central.
A investigação aponta que Ciro Nogueira apresentou uma emenda que aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para investimentos, beneficiando diretamente o Banco Master, que utilizava o FGC para cobrir parte de seus investimentos fraudulentos.
A PF suspeita que o próprio banco elaborou a emenda e a encaminhou ao parlamentar, que a teria apresentado sem alterações.
Na decisão que autorizou as buscas, o ministro André Mendonça detalhou que a emenda apresentada pelo senador ao projeto de autonomia do Banco Central continha “conteúdo produzido no âmbito do Banco Master”.
As suspeitas recaem sobre os crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.
O objetivo da fase atual da operação, conforme a PF, é aprofundar as investigações sobre um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
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Fonte: CNN Brasil