Conflito entre bolsonarismo e general no Congresso expõe dilemas e aposta para 2026

Conflito entre bolsonarismo e general no Congresso expõe dilemas e aposta para 2026

A recente tensão entre o General Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da Assessoria Militar do Exército no Congresso, e o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) lança luz sobre as complexas relações entre as Forças Armadas, o poder político e as visões ideológicas que moldarão o cenário eleitoral de 2026. O episódio, que ocorreu durante uma […]

Resumo

A recente tensão entre o General Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da Assessoria Militar do Exército no Congresso, e o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) lança luz sobre as complexas relações entre as Forças Armadas, o poder político e as visões ideológicas que moldarão o cenário eleitoral de 2026.

O episódio, que ocorreu durante uma sessão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, teve início quando o deputado repetiu críticas ao comandante do Exército, General Tomaz Miguel Ribeiro Paiva, feitas anteriormente por um pastor e que levaram o Supremo Tribunal Federal (STF) a processar o religioso por injúria.

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Van Hattem, ao lado de outros críticos do atual comando militar, considera o General Paiva “frouxo” por não se solidarizar com militares que, segundo eles, foram desleais a seus superiores e teriam participado de planos para desestabilizar a transição democrática após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

A Defesa da Honra Militar

A abordagem do General Emílio ao deputado, questionando-o sobre seu “chefe”, desencadeou a reação do parlamentar. O general, ao afirmar que não tinha chefe, mas um comandante, defendeu a honra de Tomaz e do Exército. Van Hattem, contudo, insistiu na crítica, acusando o comandante de “prestar continência para ladrão”, em referência ao presidente Lula.

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A declaração do deputado extrapolou a esfera da crítica política ao governo federal, adentrando a esfera da hierarquia militar ao sugerir que o comandante do Exército não deveria “prestar continência ao presidente”. Em resposta à repercussão, Van Hattem divulgou um vídeo, esclarecendo que sua crítica se dirigia ao comando atual e não ao Exército como instituição.

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Visões Divergentes sobre Legalidade e Hierarquia

O embate revela a profunda incompreensão entre setores políticos e militares sobre os limites da legalidade e da hierarquia. Para os militares, a postura de Van Hattem, ao demandar cumplicidade com o que consideram “baderna”, quebra de hierarquia e planos ilegais, assemelha-se a um desejo de que a instituição militar abandone seus princípios fundamentais.

Questiona-se se o deputado compreende o papel do Exército em manter a ordem e a disciplina, sem se curvar a pressões que visem à ruptura da legalidade ou à impunidade de atos considerados golpistas, como a tentativa de “emparedar e dissolver o Alto Comando” após a eleição presidencial.

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Apoio Bolsonarista e a Narrativa de Vítimização

O deputado Van Hattem recebeu o apoio de colegas bolsonaristas, incluindo Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Eles criticaram a ação do general, considerando-a imprópria e um constrangimento ao parlamentar, que, por sua vez, escalou o incidente ao classificá-lo como “ameaça”.

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Essa reação demonstra a persistência do discurso que busca retratar os envolvidos em movimentos antidemocráticos como vítimas, em vez de responsáveis por seus atos. A discussão sobre “lei e ordem” parece ser seletiva, aplicada apenas quando afeta adversários políticos.

O Legado de Huntington e a “Honra” Militar em Debate

O episódio evoca discussões acadêmicas sobre as relações civis-militares, como as abordadas por Samuel Huntington em “O Soldado e o Estado”. A dificuldade de parte da classe política em compreender a natureza dessas relações é evidente.

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A questão da “honra” como princípio norteador para os militares, em contraste com a legalidade que pode, por vezes, ser imoral, como apontado por Oliveiros Ferreira, emerge como um ponto central. Para os militares, a honra é inegociável, um valor que parece incompreensível para aqueles que defendem a flexibilização da legalidade em nome de agendas políticas.

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O Cenário para 2026

Este debate promete ser um tema recorrente nas campanhas eleitorais. Enquanto o governo defenderá a democracia e a ordem institucional, a oposição, representada por grupos como o bolsonarismo, buscará explorar a narrativa de “justiça” e a crítica às instituições, incluindo as Forças Armadas.

A postura do General Emílio, guiada pelo sentimento de honra, é vista por muitos em Brasília como uma “tolice” nos dias atuais. No entanto, essa característica, que inspira a integridade militar, é um elemento de difícil compreensão para quem não a compartilha, mas que pode definir os contornos do embate político rumo a 2026.

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