Minas Gerais alcançou um marco histórico ao registrar um Produto Interno Bruto (PIB) que ultrapassa a marca de R$ 1 trilhão em 2023. No entanto, a riqueza gerada no estado se mostra altamente concentrada: apenas 25 dos 853 municípios mineiros são responsáveis por mais da metade desse montante.
Concentração Econômica em Números
Os dados mais recentes do IBGE sobre o PIB dos Municípios, referentes a 2022-2023, apontam que Minas Gerais gerou R$ 972 bilhões em 2023, consolidando sua posição como a terceira maior economia do Brasil. Contudo, uma análise mais aprofundada revela que 53,8% desse valor está concentrado em apenas 25 cidades.
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A capital, Belo Horizonte, desponta como a principal locomotiva econômica do estado, respondendo por 13,4% do PIB mineiro, o equivalente a R$ 130,2 bilhões. Outras cidades importantes como Betim, Uberlândia, Contagem e Uberaba formam o grupo das cinco maiores economias, somando 31,1% do total estadual. Três dessas cinco metrópoles estão localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Belo Horizonte e Betim no Cenário Nacional
Minas Gerais se destaca por ser um dos poucos estados, ao lado de São Paulo e Rio de Janeiro, a ter mais de uma cidade entre as 25 maiores economias do país. Belo Horizonte figura na 5ª posição nacional, enquanto Betim ingressou pela primeira vez no ranking em 25º lugar, superando cidades como Itajaí (SC).
As 25 Cidades Mais Ricas de Minas Gerais
A lista das cidades que mais contribuem para a riqueza mineira é liderada por Belo Horizonte, seguida por Betim e Uberlândia. O ranking completo, com o PIB em valores correntes, é o seguinte:
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- 1º: Belo Horizonte (R$ 130,197 bilhões)
- 2º: Betim (R$ 52,614 bilhões)
- 3º: Uberlândia (R$ 51,065 bilhões)
- 4º: Contagem (R$ 45,092 bilhões)
- 5º: Uberaba (R$ 23,689 bilhões)
- 6º: Juiz de Fora (R$ 23,271 bilhões)
- 7º: Extrema (R$ 20,204 bilhões)
- 8º: Ipatinga (R$ 16,870 bilhões)
- 9º: Sete Lagoas (R$ 14,904 bilhões)
- 11º: Montes Claros (R$ 13,326 bilhões)
- 12º: Nova Lima (R$ 12,447 bilhões)
- 13º: Poços de Caldas (R$ 10,732 bilhões)
- 14º: Varginha (R$ 10,068 bilhões)
- 15º: Divinópolis (R$ 9,339 bilhões)
- 16º: Araxá (R$ 8,847 bilhões)
- 17º: Governador Valadares (R$ 8,612 bilhões)
- 18º: Patos de Minas (R$ 8,151 bilhões)
- 19º: Congonhas (R$ 7,693 bilhões)
- 20º: Itabira (R$ 7,434 bilhões)
- 21º: Itabirito (R$ 7,160 bilhões)
- 22º: Araguari (R$ 6,858 bilhões)
- 23º: Paracatu (R$ 6,798 bilhões)
- 24º: Ouro Preto (R$ 6,765 bilhões)
- 25º: Santa Luzia (R$ 6,608 bilhões)
PIB Per Capita e Disparidades Regionais
Quando o foco muda para o PIB per capita, o cenário se altera. Extrema, no Sul de Minas, figura entre os 10 maiores PIBs per capita do Brasil, impulsionada pela indústria e pelo comércio. No entanto, a análise do PIB per capita revela um abismo regional em Minas Gerais. A RMBH e o Sul de Minas concentram os indicadores mais expressivos, enquanto o Norte de Minas apresenta os menores PIBs per capita do estado. Montes Claros é a única cidade do Norte mineiro entre as 25 maiores economias.
Em relação às cidades com mais de 100 mil habitantes, Betim lidera o PIB per capita mineiro, seguida por Nova Lima e Pouso Alegre. O PIB per capita médio de Minas Gerais (R$ 47.321) ficou abaixo da média nacional (R$ 53.886).
Impacto da Queda do Minério de Ferro
A queda no preço internacional do minério de ferro impactou a participação de algumas cidades mineiras no PIB nacional. Ipatinga, Uberaba e Guaxupé estão entre os 25 municípios brasileiros que mais perderam participação entre 2022 e 2023. Essa retração é particularmente sentida em municípios do Vale do Aço, dependentes da indústria extrativa.
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A economia mineira, embora robusta, demonstra uma dependência significativa de setores como a mineração, a indústria automotiva e os serviços metropolitanos. A análise contínua do PIB dos Municípios é fundamental para entender as dinâmicas de crescimento e as transformações econômicas que moldam o estado.
Fonte: G1