O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a expedição de um mandado de prisão contra o cirurgião-dentista Vitório Campos da Silva, de 73 anos. A decisão ocorre após a rejeição de seus últimos recursos contra a condenação a 14 anos de prisão por crimes cometidos durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Vitório foi flagrado depredando o gabinete da primeira-dama Janja, no Palácio do Planalto, em meio aos atos de vandalismo promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele foi condenado por delitos como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e danos ao patrimônio público e tombado.
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Imagens de câmeras de segurança e de jornalistas registraram a participação do dentista nos atos. Na ocasião, ele utilizava óculos escuros e uniforme militar.
Recursos negados e trânsito em julgado
Em março de 2026, a Primeira Turma do STF negou os três recursos apresentados pela defesa de Vitório, o que levou ao trânsito em julgado de sua sentença. Posteriormente, em 8 de abril de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, determinou a emissão do mandado de prisão.
Desde abril de 2023, o dentista estava em prisão domiciliar no estado do Pará. A defesa solicitou que os três anos cumpridos com tornozeleira eletrônica fossem descontados da pena total. No entanto, a ordem de prisão estabelece que a Vara de Execuções Penais de Marabá (PA) será responsável pelo cálculo da pena restante.
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O contexto dos ataques de 8 de Janeiro
Vitório Campos da Silva se tornou uma das figuras identificadas nos ataques de 8 de janeiro, quando milhares de manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes – Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. O objetivo era impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A prisão de Vitório reflete a atuação do Poder Judiciário na responsabilização dos envolvidos nos atentados contra a democracia brasileira, demonstrando o avanço da Justiça na apuração e punição dos atos que abalaram as instituições do país.
Fonte: UOL
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