Um episódio chocante abalou a cidade histórica de Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Um vídeo divulgado pelo vereador Pedro Sousa (PV) mostra um grupo de turistas simulando uma sessão de chicotadas em um pelourinho, local histórico que outrora serviu como instrumento de punição cruel durante o período da escravidão.
Atitude Lamentável em Local Histórico
Nas imagens, mulheres são vistas ao redor do pelourinho, com uma delas segurando o monumento e gritando frases como “Me bate”. Outras filmam a cena, que ocorreu na terça-feira, dia do feriado de Tiradentes. A encenação gerou indignação e foi prontamente denunciada pelo parlamentar.
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Vereador Critica Desrespeito e Racismo Velado
Em suas redes sociais, o vereador Pedro Sousa expressou seu repúdio à atitude. “Esse tipo de atitude, carregada de estereótipos, dor e desrespeito, fere a dignidade do povo preto”, declarou. Ele ressaltou a importância histórica de Mariana, construída com o trabalho e o sofrimento de pessoas escravizadas, e classificou a simulação como um “teatro barato” que desrespeita um dos maiores crimes contra a humanidade.
Pelourinhos: Símbolos de um Passado Doloroso
Pelourinhos são estruturas históricas presentes em diversas cidades brasileiras, especialmente aquelas com forte ligação com o ciclo do ouro e a colonização, como muitas em Minas Gerais. Em Mariana, antiga capital da província, o pelourinho é um lembrete físico da brutalidade da escravidão, onde pessoas negras eram publicamente açoitadas como forma de controle e punição. Atitudes como a presenciada emanam uma profunda falta de sensibilidade histórica e um grave desrespeito à memória das vítimas da escravidão.
Repercussão e Reflexão Necessária
O caso levanta um debate urgente sobre a forma como o patrimônio histórico e a memória da escravidão são tratados por visitantes, especialmente em cidades mineiras que preservam esses vestígios. A Secretaria de Turismo de Mariana ou órgãos estaduais de cultura podem ser acionados para orientar ou até mesmo fiscalizar o uso adequado de monumentos históricos, promovendo um turismo mais consciente e respeitoso.
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Fonte: O Tempo