A viagem de trem que conecta Belo Horizonte ao Espírito Santo é uma experiência única, oferecendo um respiro da correria urbana e um convite à contemplação. O trajeto de aproximadamente 13 horas é uma das poucas oportunidades no Brasil para vivenciar uma jornada de passageiros sobre trilhos em longa distância, exigindo um planejamento que pode fazer toda a diferença.
Pequenos cuidados antes e durante o percurso podem transformar as horas a bordo em momentos memoráveis. Desde a escolha estratégica do assento até a organização da bagagem de mão, cada detalhe contribui para que a viagem se torne parte integrante e prazerosa da experiência, fugindo do simples deslocamento.
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Para os belorizontinos que buscam otimizar essa jornada, seja para visitar familiares no litoral capixaba ou simplesmente para apreciar uma perspectiva diferente de Minas e do Espírito Santo, reunimos cinco dicas fundamentais.
Escolha o lado certo do vagão
A paisagem é, sem dúvida, a grande estrela do percurso, especialmente nos trechos que margeiam o Rio Doce. Sentir-se em casa, longe do trânsito da Avenida do Contorno ou das longas avenidas da Zona Sul, é possível ao garantir a melhor vista. No sentido Belo Horizonte-Cariacica, os assentos do lado esquerdo proporcionam vistas privilegiadas do rio e das formações montanhosas. Para o trajeto inverso, de Cariacica para a capital mineira, a janela do lado direito se torna a mais cobiçada. Prestar atenção a este detalhe durante a compra da passagem online é um passo crucial.
Monte um kit de conforto a bordo
Embora o trem conte com uma lanchonete e um vagão-restaurante, ter itens essenciais à mão otimiza o conforto. Uma pequena mochila pode acomodar água, lanches rápidos para matar a fome entre as refeições principais, um carregador portátil para o celular – essencial para registrar as paisagens –, fones de ouvido para entretenimento, e um agasalho leve. O ar-condicionado pode ser intenso em alguns momentos, e nem todas as poltronas dispõem de tomadas próximas, tornando esses itens indispensáveis.
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Explore o trem e suas paradas
Ficar restrito à poltrona durante toda a viagem pode ser monótono. Caminhar pelos vagões permite esticar as pernas e apreciar a estrutura. Visitar a lanchonete e o restaurante oferece a oportunidade de conhecer os serviços a bordo, incluindo pratos com toques regionais. As breves paradas em algumas estações também são momentos valiosos para respirar ar fresco e observar o cotidiano das cidades por onde o trem passa, uma pausa bem-vinda da rotina da capital.
Planeje sua refeição no vagão-restaurante
Almoçar ou jantar com a paisagem em movimento é um dos pontos altos da viagem. Para garantir uma experiência tranquila, sem longas esperas e com a melhor vista, o ideal é planejar o horário. Evite o pico entre 12h e 13h. Optar por ir um pouco antes, por volta das 11h30, ou mais tarde, após as 13h30, geralmente resulta em um serviço mais ágil e agradável.
Desconecte-se para conectar com a paisagem
O sinal de internet e celular é instável ou inexistente na maior parte do trajeto. Em vez de ver isso como um inconveniente, encare como uma oportunidade de desconexão digital. Deixe o smartphone de lado e aproveite o tempo para ler um livro, conversar com outros passageiros ou, principalmente, observar a rica tapeçaria que se desenrola do lado de fora. As cidades históricas, a vegetação exuberante e as impressionantes obras de engenharia, como pontes e túneis, compõem o cenário.
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A verdadeira atração está fora da tela, em uma imersão profunda nas belezas naturais e culturais que marcam o caminho entre Belo Horizonte e o litoral capixaba.
Fonte: O Tempo