Um cenário chocante foi registrado em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio Doce, nesta sexta-feira (3/4), quando policiais militares resgataram um menino de apenas 3 anos de idade. A criança estava sozinha em casa, em condições de abandono, e o local ainda abrigava uma quantidade expressiva de drogas e munições.
Acionamento após pedido de socorro
A intervenção policial teve início após um militar de folga notar a criança em situação de perigo. O menino se encontrava do lado de fora da residência, agarrado a um portão trancado, visivelmente pedindo ajuda. Ao ser questionado, ele relatou que estava desamparado desde que a mãe e o namorado dela haviam saído pela manhã, e que sentia fome, recorrendo à torneira do quintal para matar a sede.
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Apreensão de ilícitos na residência
Diante da situação de vulnerabilidade da criança, a equipe policial tentou contato com os responsáveis na residência, mas não obteve resposta. A entrada no imóvel foi necessária para garantir a segurança do menino. No interior da casa, os militares encontraram entorpecentes espalhados pela sala e, em um dos quartos, uma variedade de munições de diferentes calibres. A gravidade da descoberta levou ao acionamento do Conselho Tutelar, que ficou responsável pela criança e a encaminhou a uma conselheira.
Mãe e namorado detidos em flagrante
Pouco tempo depois, a mãe do menino, de 33 anos, e o namorado dela retornaram ao local em uma motocicleta. Ao se identificarem, a mulher recebeu voz de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, posse de munição de uso restrito, abandono de incapaz e corrupção de menor. Ela alegou que os ilícitos pertenciam ao companheiro.
Namorado utilizava nome falso
O homem, por sua vez, tentou ludibriar os policiais ao se apresentar com um nome falso, o que configurou o crime de falsidade ideológica. Ele também foi detido e autuado por tráfico de drogas, posse de munição de uso restrito e corrupção de menor. A ocorrência, que expõe um grave caso de negligência e envolvimento com atividades criminosas em Minas Gerais, segue sob investigação pelas autoridades competentes.
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Fonte: Publicidade