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Relator da CPI do Crime Organizado acusa Alcolumbre de ‘desserviço’ ao barrar prorrogação

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), classificou como um “grande desserviço para a nação” a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de não prorrogar os trabalhos da comissão. A crítica surge após Alcolumbre rejeitar o pedido de extensão do prazo, alegando que 2026 é um ano eleitoral. […]

Resumo

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), classificou como um “grande desserviço para a nação” a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de não prorrogar os trabalhos da comissão. A crítica surge após Alcolumbre rejeitar o pedido de extensão do prazo, alegando que 2026 é um ano eleitoral.

Vieira contestou a justificativa, argumentando que o pedido de prorrogação foi feito dentro dos requisitos constitucionais e regimentais. Para o relator, a relevância das investigações em andamento sobre o crime organizado e suas conexões com agentes públicos e o caso do Banco Master sobrepõe a argumentação eleitoral.

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STF e o direito de investigação

O senador Alessandro Vieira afirmou que pretende “testar” o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a criação e o funcionamento de CPIs. O STF já consolidou o entendimento de que a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito é um direito constitucional das minorias no Congresso Nacional.

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“Vamos testar agora para saber se o Supremo vai rasgar mais esse pedaço da Constituição. Tem rasgado vários, mas esse ainda não”, declarou Vieira a jornalistas, demonstrando insatisfação com o que considera uma possível violação da Carta Magna.

Investigações em andamento e próximos passos

A comissão ainda possui um grande volume de documentos e dados a serem analisados, o que, segundo Vieira, será prejudicado com o encerramento prematuro dos trabalhos. O relatório final da CPI está previsto para ser apresentado na próxima terça-feira (14.abr.2026).

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Na mesma data, está agendado o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A CPI também espera o depoimento do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para esta quarta-feira (8.abr.2026), e aguarda retorno do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

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Vieira destacou a importância da manifestação de Campos Neto, “especialmente porque o avanço das fraudes ligadas ao caso Master teria se intensificado durante a sua gestão”.

Indícios e irregularidades sob investigação

A CPI do Crime Organizado identificou indícios relevantes da atuação do crime organizado, incluindo a relação com agentes públicos e possíveis irregularidades financeiras no Banco Master. A quebra de sigilo do banco, segundo o relator, foi incompleta, o que demandará novos pedidos de informação.

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O senador declarou que a comissão utilizará “todas as ferramentas legais e constitucionais” para dar continuidade às apurações. Isso inclui a possibilidade de medidas judiciais para a instalação de uma nova CPI com foco específico no caso.

Interesses e resistência às investigações

Na visão de Vieira, a interrupção dos trabalhos da CPI atende a interesses de grupos que foram diretamente afetados pelas investigações. Ele ressaltou que a sustentação do crime organizado depende da conivência de agentes públicos, e que a resistência à continuidade das apurações se deve ao envolvimento de “figuras poderosas”.

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Fonte: g1.globo.com

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