PSB descarta apoio a nome petista em 2030 após 'fogo amigo' do PT

PSB descarta apoio a nome petista em 2030 após ‘fogo amigo’ do PT

Dirigentes da cúpula do PSB manifestaram irritação com o que consideram ser ações de “fogo amigo” por parte do PT. Em consequência, já descartam a possibilidade de apoiar um candidato petista à Presidência da República no período pós-Lula, a partir das eleições de 2030. A avaliação no partido é que o apoio a Luiz Inácio […]

Resumo

Dirigentes da cúpula do PSB manifestaram irritação com o que consideram ser ações de “fogo amigo” por parte do PT. Em consequência, já descartam a possibilidade de apoiar um candidato petista à Presidência da República no período pós-Lula, a partir das eleições de 2030.

A avaliação no partido é que o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva é indispensável no cenário atual para derrotar a extrema-direita, dada a sua competitividade e a força de sua trajetória política. No entanto, o fim do ciclo petista na Presidência abriria espaço para que o PSB lance seus próprios quadros em nível nacional.

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Previsão de crescimento na Câmara

O desempenho eleitoral em outubro será um termômetro importante para os socialistas. O partido projeta um aumento significativo em sua bancada na Câmara dos Deputados, saltando dos atuais 17 para cerca de 30 parlamentares. Essa expansão poderia posicionar o PSB entre a oitava e a nona maior força na Casa.

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Parte significativa da legenda não digere o tratamento dispensado por Lula ao ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França. França é descrito como um aliado fiel do presidente, que em 2022 abriu mão de sua candidatura ao governo de São Paulo para apoiar Fernando Haddad, em articulação conduzida por Lula. Agora, França aguarda a definição do petista sobre seus planos eleitorais, pois o desejo de Lula era que ele fosse vice de Haddad, enquanto França almejava uma vaga no Senado.

Descontentamento com articulações de Alckmin e em Pernambuco

As articulações envolvendo o vice-presidente Geraldo Alckmin também geraram descontentamento entre os socialistas. A cúpula do PSB aponta que o MDB só não assumiu a vice-presidência “porque não quis”, um movimento que foi interpretado como desrespeitoso para com Alckmin.

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O cenário político indefinido em Pernambuco também é motivo de insatisfação. Após conversas com o ex-prefeito do Recife, João Campos, Lula se comprometeu a apoiar um “palanque único” no estado. O pré-candidato ao governo aguarda o anúncio oficial do presidente, que ainda não ocorreu.

A atuação do ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, é vista por integrantes do PSB como a responsável por esses movimentos considerados “erráticos” em relação a quadros do partido.

Fortalecimento de quadros próprios

A estratégia do PSB, mesmo em caso de disputa presidencial “para perder”, seria fortalecer seus próprios quadros políticos. Além de Alckmin e Márcio França, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, é vista como um nome competitivo para disputas majoritárias, dependendo dos resultados das eleições de outubro, onde ela deve concorrer ao Senado por São Paulo.

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Fonte: Coluna do Estadão

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