A Polícia Federal intimou 31 pessoas a depor no inquérito que apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As oitivas foram determinadas após Maurício Camisotti firmar um acordo de delação premiada com as autoridades.
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Entre os intimados estão nomes apontados como integrantes ou próximos do núcleo investigado.
Romeu Carvalho Antunes, filho de Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Tiago Schettini Batista, descrito como sócio oculto do grupo, foram chamados.
A lista inclui ainda pessoas ligadas ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), líder do governo Lula no Senado.
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Ex-assessores de Rocha, Gustavo Marques Gaspar e Vanessa Barramacher, também foram intimados.
Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário executivo do Ministério da Previdência, e seu filho, Eduardo Silva Portal, também constam na lista.
Outros citados são a publicitária Danielle Miranda Fonteneles, a lobista Roberta Luchsinger e o advogado Eric Douglas Martins Fidelis.
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Empresários, advogados e ex-servidores do INSS e da Caixa Econômica Federal também foram intimados.
As investigações apontam que o esquema pode ter desviado aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Em nota oficial, o senador Weverton Rocha negou qualquer envolvimento com o esquema.
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Rocha afirmou que não conhece o delator, Maurício Camisotti, e que nunca o recebeu ou conversou com ele.
A assessoria do senador declarou que ele rechaça qualquer tentativa de vinculá-lo ao esquema investigado.
O caso adiciona pressão sobre a articulação política do governo Lula no Congresso Nacional.
O líder do governo tem papel crucial na negociação de pautas e na aprovação de projetos de interesse do Executivo.
A inclusão de seu nome em uma investigação de grande vulto pode gerar repercussões institucionais e políticas.
O INSS, autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, é responsável pela gestão de benefícios e serviços previdenciários a milhões de brasileiros.
Fraudes nessa magnitude podem comprometer a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário.
A Polícia Federal busca detalhar a atuação de cada um dos envolvidos e recuperar os valores desviados.
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A delação premiada é uma ferramenta utilizada pela justiça para obter informações sobre crimes complexos.
Os depoimentos dos intimados serão fundamentais para o avanço do inquérito.
O desdobramento desta investigação pode levar a novas fases e à responsabilização criminal dos envolvidos.
Fonte: G1