Uma grande operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ipatinga, deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a Operação K9. O objetivo é desmantelar uma ramificação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava no transporte de drogas em larga escala, partindo do Mato Grosso do Sul e tendo como destino o Vale do Aço e outras localidades mineiras.
Hierarquia da Facção Mapeada em Um Ano de Investigação
As investigações, que se estenderam por aproximadamente um ano, foram cruciais para mapear a estrutura hierárquica do grupo. Utilizando recursos de inteligência, as autoridades conseguiram identificar os principais envolvidos e seus métodos de operação. Antes da fase ostensiva desta terça-feira, ações controladas já haviam resultado em prisões em flagrante e na apreensão de armas e veículos utilizados pela organização.
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Mandados Cumpridos em Diversos Estados
Ao todo, a força-tarefa cumpre 10 mandados de prisão e 47 de busca e apreensão. Os alvos da operação não se limitam a Minas Gerais, estendendo-se aos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí, demonstrando a abrangência interestadual da atuação da facção. O nome da operação, K9, é uma referência direta ao apelido dado pela própria facção ao líder principal da célula investigada.
Bloqueio de Contas e Patrimônio em Risco
Além das capturas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e de empresas que estariam sendo utilizadas para a lavagem de dinheiro, oriundo do tráfico de entorpecentes. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que também solicitará a incorporação de imóveis e veículos de luxo apreendidos ao patrimônio do estado, visando descapitalizar ainda mais a organização criminosa.
Crimes e Penas Potenciais
Os suspeitos são investigados por uma série de crimes graves, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, homicídio e lavagem de capitais. A soma das penas para estes delitos pode atingir até 73 anos de reclusão. A operação mobilizou um contingente significativo de 156 policiais, além de promotores de justiça e apoio aéreo, evidenciando a complexidade e a importância da ação para a segurança pública da região do Vale do Aço e do estado.
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Fonte: Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)