O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) confirmou que apresentará recurso contra a absolvição de uma mulher julgada pelo Tribunal do Júri em Belo Horizonte. Ela era acusada de matar o companheiro em circunstâncias violentas, incluindo a mutilação do corpo, em março de 2025.
Relembre o Caso na Capital
A tragédia ocorreu no bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte. A denúncia do MPMG apontava que a mulher teria dopado o companheiro, agredido-o com objetos e arma branca, e em seguida mutilado o corpo, chegando a atear fogo na vítima. A acusação também incluía a ocultação do cadáver com a ajuda de um adolescente, configurando crimes como homicídio qualificado, destruição de cadáver e corrupção de menor.
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Defesa Apresentou Tese de Legítima Defesa
Durante o julgamento, a defesa da acusada apresentou uma linha argumentativa distinta. Os advogados sustentaram que a mulher agiu em um ato de desespero ao descobrir supostos abusos sexuais cometidos pelo companheiro contra a própria filha da ré, então com 11 anos. Segundo a versão da defesa, a acusada teria flagrado o homem em situação de abuso no dia do crime, o que teria motivado a reação violenta.
Conselho de Sentença Considerou Inocência
Os jurados, após ouvirem as partes e analisarem as provas apresentadas, acolheram os argumentos da defesa. Com isso, o conselho de sentença entendeu que não havia elementos suficientes para a condenação, levando à absolvição da mulher. A juíza presidente do 2º Tribunal do Júri da capital mineira, diante do veredito, julgou improcedente a denúncia formulada pelo Ministério Público.
MPMG Busca Nova Análise Judicial
Apesar da decisão do Tribunal do Júri, o Ministério Público de Minas Gerais reiterou sua posição e anunciou a intenção de recorrer da absolvição. O órgão ministerial acredita que existem fundamentos suficientes para que o caso seja reavaliado em instâncias superiores da Justiça, buscando a reforma da decisão absolutória.
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Fonte: O Tempo