O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta quinta-feira (17) uma viagem oficial de seis dias pela Europa, com o primeiro destino sendo Barcelona, na Espanha.
A chegada do mandatário brasileiro ao Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat foi discreta, sem pronunciamentos à imprensa, mas marcada por interações com apoiadores.
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A agenda em solo espanhol prevê um encontro nesta sexta-feira (17) com o chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez. O Palácio Real de Pedralbes, em Barcelona, será o palco das discussões.
O principal objetivo da reunião é a negociação e o fortalecimento de acordos bilaterais entre Brasil e Espanha.
Um dos temas centrais será a busca pelo apoio espanhol às ambições brasileiras em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
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O governo brasileiro pretende capitalizar a entrada em vigor provisória deste tratado, prevista para 1º de maio, como um trunfo nas negociações comerciais durante a viagem.
Lula permanecerá na Espanha até sábado (18), quando participará do fórum “Defendendo a Democracia contra os Extremismos”.
O evento reunirá entre 10 e 15 líderes de países que enfrentaram episódios de radicalização política. Representantes de nações como Irlanda, Eslováquia, África do Sul, Gana e Malásia estão confirmados.
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Líderes de projeção internacional, como Cyril Ramaphosa (África do Sul), Gustavo Petro (Colômbia) e Claudia Sheinbaum (México), também marcarão presença no fórum.
Após a Espanha, a comitiva presidencial seguirá para a Alemanha, especificamente para a cidade de Hannover, nos dias 19 e 20 de abril.
O Brasil será o país parceiro da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, uma posição inédita em 46 anos de evento.
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A participação brasileira na feira é vista como uma oportunidade estratégica para impulsionar o comércio e a cooperação tecnológica.
A agenda na Alemanha inclui também uma reunião de governo com delegações ministeriais.
Em Hannover, Lula deve se encontrar com o chanceler alemão, Friedrich Merz. A relação entre os dois líderes já teve momentos de tensão.
Merz protagonizou uma polêmica após a COP30 em Belém, em novembro do ano passado, quando declarou-se