O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto (PSB), neste sábado (30.mai.2026), em um momento de destaque político para o socialista. Durante o encerramento do lançamento da plataforma Tela Brasil, na capital fluminense, Lula pediu uma salva de palmas para Couto, afirmando que ele “vai ajudar a consertar o Rio de Janeiro”.
Crítica a grampos e apoio político
A declaração de Lula ocorreu nos minutos finais do evento, após discursos sobre cultura e audiovisual. “Esqueci de dizer que o nosso governador interino está aqui presente. Eu queria uma salva de palmas para esse homem que vai ajudar a consertar o Rio de Janeiro”, disse o presidente.
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Ricardo Couto assumiu o governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro (PL), que deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2026. O apoio de Lula a Couto ganha relevância em um momento delicado para o governador.
Na véspera do evento, na sexta-feira (29.mai), a jornalista Miriam Leitão, do jornal O Globo, revelou que uma varredura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) identificou grampos instalados no gabinete do governador, no Palácio Guanabara. O episódio gerou grande repercussão e levanta questões sobre segurança e inteligência no estado.
Tela Brasil e a defesa da cultura nacional
Ricardo Couto acompanhou a cerimônia de lançamento da Tela Brasil, uma plataforma gratuita de streaming criada pelo Ministério da Cultura. O serviço visa exibir produções audiovisuais nacionais e promover o acesso à cultura brasileira.
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O evento contou com a presença de diversas personalidades, incluindo a primeira-dama Janja da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri (PSD), e o ex-prefeito Eduardo Paes. Lula aproveitou a ocasião para defender a ampliação do acesso a produções audiovisuais brasileiras.
O presidente ressaltou a importância de os brasileiros conhecerem melhor o próprio país e resistirem à influência cultural estrangeira. “Por que vai tanta gente para Miami? Ninguém vai para a Amazônia”, questionou, incentivando o público a explorar as riquezas nacionais.
Cores nacionais e a polarização política
Em outro momento do evento, ao cumprimentar o prefeito Eduardo Cavalieri, que vestia roupas nas cores verde e amarelo, Lula fez uma observação sobre a apropriação dessas cores por grupos políticos. O presidente sugeriu que o prefeito deveria adicionar um aviso de que o verde e amarelo “não é bolsonarista”.
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Lula defendeu que a esquerda também utilize as cores nacionais, especialmente em eventos como a Copa do Mundo, para evitar que elas sejam exclusivas de adversários políticos. A declaração reflete a tentativa do governo federal de ressignificar símbolos nacionais e integrá-los a um discurso inclusivo.
Fonte: O Globo