A sessão de julgamento dos oito acusados de participação na chacina ocorrida durante uma festa infantil em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi suspensa nesta segunda-feira (13). O motivo do adiamento foi a suspeita de tuberculose em um dos réus, o que inviabilizou sua presença e gerou receio de contaminação entre os demais envolvidos.
Motivação do Crime e Vítimas
O crime, que chocou a comunidade mineira, teria sido motivado por um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas. O alvo principal era Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, pai do aniversariante. Ele foi assassinado com 12 disparos.
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Na mesma ocasião, o filho de Felipe Júnior, Heitor Felipe, de 9 anos, e a prima dele, Layza Manuelly de Oliveira, de 11 anos, também foram vítimas fatais. Heitor, que era promessa no futebol de base de clubes mineiros como Atlético e América, foi atingido por quatro tiros. Layza recebeu dois disparos.
Além das crianças, outras três mulheres foram feridas durante o ataque: uma adolescente de 13 anos, sua mãe, de 41 anos, e uma jovem de 19 anos. Elas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Risoleta Neves.
Decisão Judicial e Ampla Defesa
A decisão de adiar o julgamento foi tomada pelo juiz responsável após pedido das defesas de todos os réus, com a concordância do Ministério Público. A impossibilidade de realizar o julgamento de forma separada e a necessidade de garantir a ampla defesa de todos os acusados foram pontos centrais na argumentação.
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As partes defenderam que os oito réus sejam julgados conjuntamente em uma nova data, sob pena de nulidade do processo. A Justiça acatou o pedido para assegurar a regularidade do andamento processual.
Novo Julgamento Pendente
Ainda não há previsão para a nova data do julgamento. A informação será definida e comunicada posteriormente pelo Tribunal do Júri da comarca de Ribeirão das Neves.
A Polícia Militar apontou que Felipe Júnior possuía ligações com criminosos do tráfico na região de Morro Alto, em Vespasiano, e que o crime estaria associado a disputas por pontos de venda de drogas. Testemunhas relataram que a vítima já vinha recebendo ameaças há cerca de três meses.
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Fonte: Estado de Minas