Israel removeu o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos potenciais. A decisão, segundo a agência de notícias Reuters, atendeu a um pedido do Paquistão, que buscou garantir a existência de interlocutores para a negociação de um cessar-fogo.
Mediação Paquistanesa em Curso
Uma autoridade paquistanesa relatou à Reuters que o pedido foi inicialmente direcionado aos Estados Unidos, que, por sua vez, o repassaram a Israel. A justificativa apresentada foi a de que a eliminação de figuras de alto escalão como Araqchi e Qalibaf poderia inviabilizar futuras conversas e a busca por uma trégua.
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“Os israelenses tinham as coordenadas deles e queriam eliminá-los. Dissemos aos EUA que, se eles também fossem eliminados, não haveria mais ninguém com quem conversar. Por isso, os EUA pediram aos israelenses que recuassem”, explicou o oficial paquistanês.
Papel Estratégico de Islamabad
O Paquistão, vizinho do Irã e com laços com os EUA, tem se posicionado como um mediador crucial no atual cenário de tensão. O governo paquistanês tem mantido contato direto com ambas as nações, em um momento em que os canais diplomáticos convencionais estão limitados.
Nesta semana, Islamabad entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos. No entanto, a oferta foi rejeitada por Teerã, que a considerou “excessiva”. Egito e Turquia também têm buscado atuar como mediadores no conflito.
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Contexto de Alvos de Alto Escalão
A notícia surge após o jornal “The Wall Street Journal” noticiar que dois importantes dirigentes iranianos haviam sido temporariamente retirados da mira israelense, sem, contudo, revelar suas identidades ou o papel do Paquistão na operação.
Desde o início do conflito, há quase um mês, os Estados Unidos e Israel têm direcionado ações contra autoridades de alto escalão do regime iraniano. Nomes como o do então líder supremo Ali Khamenei e do chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, foram mencionados como alvos.
Em resposta a possíveis ataques, o próprio Abbas Araqchi já havia declarado que o Irã possui substitutos para seus líderes, e que tais ações não desestabilizariam o regime. “Se o ministro das Relações Exteriores viesse a ser morto, inevitavelmente haveria outra pessoa para ocupar o cargo”, afirmou Araqchi à “Al Jazeera” em referência a si mesmo.
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Fonte: Reuters