Um morador de Pirapora, cidade histórica no Norte de Minas Gerais, admitiu ter inventado um assalto após ser vítima de um golpe de R$ 29 mil. A fraude ocorreu na última quarta-feira (18/3), quando criminosos usaram tecnologia de voz clonada para se passar por um familiar.
Engenharia social com áudio
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) apura o caso que veio à tona durante uma visita de acompanhamento à residência do homem, de 52 anos. Inicialmente, ele registrou um boletim de ocorrência alegando ter sofrido um roubo com restrição de liberdade. No entanto, em conversa com os militares, confessou a farsa.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Segundo o relato atualizado, os golpistas entraram em contato via WhatsApp e simularam a voz de um primo para negociar a venda de uma caminhonete. A tática foi tão convincente que a vítima realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 29 mil.
Tentativa frustrada de novo golpe
O homem chegou a iniciar outra transação, no valor de R$ 43 mil, por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED), mas conseguiu cancelar a operação antes que o dinheiro fosse efetivamente enviado. A tecnologia utilizada pelos criminosos é capaz de reproduzir o timbre de voz com alta fidelidade, aumentando a credibilidade da abordagem.
Motivação para a mentira
A decisão de inventar o assalto, conforme a vítima explicou, foi motivada pela crença de que uma ocorrência de crime violento levaria a uma investigação mais rápida e facilitaria o bloqueio do valor transferido. Ele alegou estar emocionalmente abalado e desorientado no momento do registro inicial.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Investigação em andamento
A PMMG já comunicou o caso às autoridades competentes. A falsa comunicação de crime, prevista no artigo 340 do Código Penal, pode render consequências legais para o homem. Paralelamente, o golpe de estelionato sofrido pela vítima também será investigado, com foco na identificação e responsabilização dos criminosos que operam no Norte de Minas e em outras regiões do estado.
Casos de golpes virtuais, especialmente aqueles que utilizam clonagem de voz e engenharia social, têm se tornado cada vez mais frequentes em Minas Gerais, alertando para a necessidade de cautela nas transações financeiras e comunicação online.
Fonte: G1
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO