Fachin rejeita pedido de CPI para reverter decisão de Gilmar sobre sigilos de empresa de Toffoli

Fachin rejeita pedido de CPI para reverter decisão de Gilmar sobre sigilos de empresa de Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou um pedido da CPI do Crime Organizado para reverter a decisão do ministro Gilmar Mendes, que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações. A companhia tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli. Argumento do STF A […]

Resumo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou um pedido da CPI do Crime Organizado para reverter a decisão do ministro Gilmar Mendes, que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações. A companhia tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.

Argumento do STF

A comissão parlamentar de inquérito tentou utilizar um recurso conhecido como suspensão de liminar para reverter a decisão de Gilmar Mendes. No entanto, Fachin considerou que esse instrumento não é aplicável contra decisões individuais de ministros do próprio STF.

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Em sua decisão, Fachin explicou que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que a suspensão de liminar não pode ser usada como substituto de recursos ou como meio para revisar decisões monocráticas de seus integrantes.

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O presidente do STF ressaltou que não existe hierarquia entre os ministros da Corte, o que impede que a Presidência atue como instância revisora de decisões individuais. A atuação do presidente nesse tipo de mecanismo é restrita a situações muito específicas, como quando há afronta direta a decisões colegiadas.

Origem da Decisão

O caso teve início com um habeas corpus concedido por Gilmar Mendes, que declarou nulo um requerimento da CPI para quebrar os sigilos da Maridt Participações e acessar dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Gilmar Mendes tomou a decisão de ofício, alegando irregularidades na atuação da comissão.

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A CPI do Crime Organizado argumentou ao STF que a decisão de Gilmar Mendes causou “grave lesão à ordem pública” ao interferir na competência investigativa do Legislativo. A comissão também sustentou que o uso de habeas corpus foi inadequado no caso, pois não haveria ameaça à liberdade de locomoção, mas sim a medidas patrimoniais e informacionais.

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Posicionamento de Toffoli

Dias Toffoli admitiu, em nota divulgada no mês passado, ser sócio da Maridt. Ele informou que a empresa vendeu uma participação em um resort no Paraná para um fundo pertencente ao cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Toffoli declarou que informou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e que nunca recebeu qualquer quantia de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. A empresa de Toffoli fez parte da administração do resort até fevereiro de 2025.

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O ministro Dias Toffoli foi relator, no STF, de uma investigação envolvendo o Banco Master. Ele pediu para se afastar do caso após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, o material encontrado no celular de Daniel Vorcaro, que continha menções a Toffoli. O ministro André Mendonça foi sorteado e assumiu a relatoria do processo.

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Reação da CPI

Após a decisão de Fachin, a presidência da CPI do Crime Organizado, sob o comando do senador Fabiano Contarato (PT-ES), divulgou nota lamentando a decisão que manteve a suspensão da quebra de sigilos da Maridt Participações.

A comissão afirmou que a medida restringe as investigações e fere as prerrogativas constitucionais do colegiado. A CPI anunciou que irá recorrer e aguarda que o Plenário do STF restabeleça seus poderes investigativos.

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Fonte: g1.globo.com

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